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O Último Réquiem: Prelúdio (Piloto) - Contos Perdidos
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O Último Réquiem: Prelúdio (Piloto)
Sentindo minha falta? Também sinto falta de escrever, então, com umas ideias macabras atuais que eu tive, resolvi escrever esse pequeno piloto. É uma história que está MUITO em teste, e vai envolver o apocalipse. Não esperem muito dela agora porque ela será postada aqui apenas depois que Children of Death for encerrada (está prevista para 10 capítulos), mas como estou fazendo testes de personagens principais, resolvi compartilhar com vocês o primeiro prelúdio que fiz dessa nova história. Espero que apreciem :)

Qualquer comentário, crítica, sugestão, dica, pergunta, sintam-se em casa! Até a próxima, pessoas!

Disclaimer: Este conto é de minha autoria. Qualquer tentativa de cópia não-autorizada acarretará processo judicial.

O Último Réquiem

[Piloto]
.Prelúdio.

As pessoas acham que tem uma vida difícil. Problemas financeiros, problemas de família, perda de parentes, doenças incuráveis, drogas, álcool, criminalidade. Todo mundo é tão ingênuo… não vêem como este mundo está decadente, como cada existência se torna nada mais que um pedaço de concreto caindo de uma parede num prédio há muito abandonado. Estão caindo, toda vez mais fundo, e em suas vidas tão perfeitas e insignificantes.

A minha vida não é diferente. É tão insignificante quanto um grão de areia na extensão do universo.  E eu não a acho tão difícil, não mais. Afinal, quantas pessoas entre as sete bilhões de almas do mundo podem dizer que sobreviveram a uma morte excruciante todos os dias de sua vida, desde o nascimento? Não foi tão fácil me acostumar… uma criança com choros incessantes durante o sono, que os pais renegaram quando não sabiam mais o que fazer, quando não viram que ela não morreria mesmo diante de tanta dor. Médicos que analisaram ondas cerebrais atestando que a mente tinha picos de dor insuportáveis para um humano comum, vendo a criança acordar todos os dias, voltar ao normal, abrir os olhos, não sentir dor. Qualquer um poderia conviver com isso durante a brevidade da vida humana, não é? Eu acho que sim… eu estou vivo. Em 25 anos de vida, e a dor continua a mesma.

Eu não consigo não dormir… posso passar um dia acordado, talvez dois, fumar uns cigarros, beber cerveja barata, e cair na minha cama de colchão desgastado, num apartamento simples na periferia, e ter um sono que aparentará ser tranqüilo para qualquer pessoa ao meu redor, mas que no fundo, vai tentar me matar em uma dor desconhecida e excruciante, numa escuridão infindável, num tempo que parecem anos ao invés de simples oito horas – se tiver sorte o bastante, acordarei na sexta hora de dor. E a dor continua lá, em cada um dos meus músculos, em cada um dos meus ossos, como se tivessem sido fatalmente dilacerados e torturados por dias a fio. Mas o meu corpo está inteiro, sempre está inteiro, e eventualmente, a dor some. Antes demorava menos, cada dia que se passa, ela permanece como uma memória de meus músculos, mais firme, mais forte, mais intensa, até adormecer e deixar apenas leves marcas de sensações dolorosas nos membros, como uma anestesia que durará até o momento em que meus olhos se fecharem de novo.

E as pessoas acham que tem uma vida difícil? Com seus problemas humanos medíocres. Bom, eu não tenho uma vida difícil. Eu durmo durante o dia, meu corpo sente dores excruciantes inexplicáveis, reais. Eu acordo durante a noite. E eu mato pessoas. É essa a minha vida, e ela não poderia ser mais simples…

Até agora.

São 27 anos de vida. 9.861 dias de dor. 10 anos de assassinatos. Essa é a primeira vez em que minha arma está apontada na direção de um de meus alvos, a primeira vez em que a bala atravessa sua testa sem erro, e a primeira vez em que o meu alvo é uma mulher, desnuda e abandonada na escuridão do mundo, com um par de lágrimas de sangue deixando os olhos ainda vivos, e a sombra de uma única asa às suas costas.

“Eu não o conheço… não sei o que quer de mim… eu não sei quem sou… mas pode me ajudar?”

O filete de sangue escorria do buraco na testa. As lágrimas se juntavam à quantidade de sangue. O corpo estremecia com o frio ou o temor, não sabia o que. Os olhos claros tiveram um quê de sinceridade que me fizeram repensar por um segundo.

Em 27 anos de vida, foi a primeira vez em que estendi a mão para realmente ajudar alguém. E esse alguém não tinha morrido com minha bala certeira em sua testa. Ainda assim, ao estender a mão para ajudá-la… eu não achei que tinha uma vida difícil, a minha vida continuava sendo fácil, como sempre.

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Local: home
Modo: lethargic lethargic
Música: This is Real

6 comentários / Deixe um comentário
Comments
From: (Anonymous) Date: July 27th, 2013 04:40 pm (UTC) (Link)

Lis

First! :) Adoravelmente bem escrita e depressivamente triste, você é realmente uma ótima escritora, honey. .-. E por que ele tem dores? Coitado! E por que mata?! T_T Aí fico entre a curiosidade de ler mais e o receio do drama, não gosto mais de você. u.u Ok, vá escrever mais que quero saber o que acontece! Beijos, Lis
history_teller From: history_teller Date: July 27th, 2013 09:48 pm (UTC) (Link)

Re: Lis

Essa ce tá liberada pra ler 8D E tome vergonha na cara e dê login no livejournal U_U
jhulha From: jhulha Date: July 28th, 2013 02:06 am (UTC) (Link)

hum...

Um inicio triste, e melancolico, para um assassino, interessante.

Isso é pouco estou curiosa quero mais, terminei esse tcc.
history_teller From: history_teller Date: July 28th, 2013 02:26 am (UTC) (Link)

Re: hum...

Hmmmm, nééééé, gostei do início dele, que é triste, mas ele não liga mais, tipo, fuck mode on XDDD

História de anjos, Klíscia, hahahahaha, vou terminar essa merda!!! XD
themfernandes From: themfernandes Date: July 28th, 2013 02:14 am (UTC) (Link)
Não me diga qe vai ser a história de anjos e demônios? *---* (Maírinha dando spoilers hahah)

Wow, adorei o clima sombrio desse prelúdio! Muito interessante essa ideia das dores aparecendo no momento de sono, particularmente nunca vi nada igual em livros ou filmes que tive contato.. Você teve alguma referência ou saiu aleatoriamente dessa sua imaginação fértil? :33

Eu espero que você volte logo à ativa, menine
Que não me abandone tb T___T Odeio esse seu tcc, #prontofalei hahahahahah
Mas é só ciúmes de amiga-leitora de carteirinha :33

<3
history_teller From: history_teller Date: July 28th, 2013 02:29 am (UTC) (Link)
Pois eu... DIGO! dashuidhasdiuashdsiudhas é pra ser exatamente essa! Mas ela ainda está em super fase de teste, sobre personagem principal, sobre abordagem, narração, tudo... então, tenho que fazer muitas coisinhas até ser postada oficialmente XDD

Que bom qeu gostou do clima do prelúdio! CONFESSO, ME INSPIREI EM VOCÊ, FALEI!!! dhsauidashdaadsiduasidhsaiu queria uma coisa um pouquinho caótica, mas ao mesmo tempo indiferente e achei que na primeira pessoa seria ideal pra tentar expressar isso.

E a parte da dor, sim, veio da minha imaginação fértil/doente/psicótica... dhasiudahsudihuadsi XDDD Um cara com dores excruciantes desde criança, normal :3

E pode deixar, voltarei a ative em breve, também odeio meu tcc, somos duas O.ó dashuidashudiashdi e lerei rev 5 *-* Até mais menine, thnks pelos coments sempre >O
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