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Tudo Começou com o... Céu! [Livre] - Contos Perdidos
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Tudo Começou com o... Céu! [Livre]
Então, voltei pra dar sinal de vida hdusihduisadhsai. Pois é, infelizmente essa semana está fraca de atualizações por uns transtornos pessoais (principalmente um chamado TCC :3), por isso pode ser que daqui pra semana que vem eu atualize pouca coisa (a intenção é atualizar Elo de Sangue pra fechar logo e eu poder postar história nova no lugar dele :D). Eu já tenho começos de CoD, Elo de Sangue e tenho uma ideia bem concreta do que fazer em First Love Game (por agora, O Conde e a Sereia é a história que eu to esperando o feeling me levar hahahahah). Mas então, só pra passar o tempo, vou postar mais um conto rápido aqui para quem quiser ler e se divertir... é a prova de que as coisas aqui são levemente variadas, hahaha!

Esse é um conto infantil. Sério, escrito para ser lido para criancinhas até dez anos de idade (ou menos XDDD)... escrevi-o com uma ideia bem simples e o usei para enviar para algumas editoras infantis apenas para saber qual o procedimento de publicação etcs... não, ele não foi publicado dhasuidah (mas tem registro pela Biblioteca Nacional já XD), mas eu gosto bastante dele, por mais simples e infantil que seja XD Pra quem tá acostumado com as outras histórias aqui, deve ser super difícil ler um desses, mas tudo bem, minha pretensão sempre foi variedade mesmo, e nada mais diferente dos meus temas do que uma historinha infantil! Hahaha. Bom, vamos à história que eu preciso voltar a trabalhar :3

P.S.: Agora que eu terminei de reler esse conto... fico imaginando se essa escrita realmente é uma escrita infantil... dhasuidhasidsaiudsa

Disclaimer: É minha. Qualquer cópia não-autorizada está sujeita a processo judicial.

Tudo Começou com o... Céu!

Há muito, muito tempo atrás, quando as árvores nem pensavam em ser verdes e os pássaros nem sonhavam em voar, quando o universo todo não era nada mais que o nada, havia uma imensidão vazia. Não havia cor, não havia som, não havia cheiro… só existia uma pequena luz que tentava brilhar forte no enorme vazio. Ela cresceu, cresceu até onde não podia mais alcançar, até conseguir cobrir todo o espaço, e em seu tom azulado que tanto se parecia com a escuridão… o Céu surgia.

Céu era único, imenso, poderoso, ocupava todo o espaço que antes não tinha nada. Observava todos os lados e não havia nada mais que azul, azul, azul… um enorme espaço que tinha sido preenchido com aquela bela cor. Mas foi numa dessas vezes que ele olhou ao redor, depois de um tempo quase infinito, e notou que estranhamente, não era mais um azul vazio. Havia um pequeno ponto, minúsculo, e Céu nem tinha percebido direito, mas Terra acabava de nascer, tão pequenina, tão sem cor e tão vazia quanto a imensidão do espaço, não fazia diferença para Céu se ela estava ali ou não, ele não se importava com uma coisa tão pequenina.

Para Terra, porém, tudo era diferente. Sentia-se pequena diante do grandioso Céu, mas não podia mais crescer, já tinha até nascido daquele universo azul, mas estava limitada ao seu próprio espaço redondo e vazio, por isso, Terra ficava sempre observando o azul de Céu o tempo todo, imaginando se poderia se tornar algo tão grande e tão belo quanto ele.

Encantada com a beleza do azul de Céu e sem conseguir se conformar com a distância em que ele estava, Terra tentou trazer aquela bonita cor para perto de si, e antes mesmo que pudesse imaginar, Mar havia nascido sobre a sua superfície.

Ela, pequenina, conseguia alcançar Céu, não conseguia tocá-lo ou se tornar tão grandiosa, mas a felicidade invadiu Terra quando notou que seu filho Mar podia refletir o azul de Céu, era como se fosse um pedaço do universo que estava dentro dela. Terra agora tinha uma nova cor, ela não achava que era tão perfeita quanto a cor de Céu, mas era o suficiente para que se sentisse feliz.

Céu, por outro lado, não pensava daquele jeito. Ao ver a nova e bonita criação de Terra, surpreendeu-se! Ele achava que Mar conseguia lhe refletir de um jeito tão bonito que aquele azul simples num pequeno ponto do universo conseguia ofuscar toda a sua imensidão. Terra tinha ficado mais bonita e colorida do que ele era, e talvez, ficasse até mais cheia de cores.

Antes que pudesse perceber, Céu estava invejoso da criação da pequena Terra.

Querendo mostrar que podia fazer mais do que Terra jamais sonharia em fazer naquele espaço pequeno e arredondado, Céu criou um mundo maior, muito maior do que Terra poderia pensar em ser, e não satisfeito só com o tamanho, deu-lhe um brilho incrível que iluminava todos os cantos do universo, até mesmo Terra, e naquele instante, a nova criação de Céu se chamava Sol.

Sol preenchia o vazio do universo, do mesmo modo que Terra. Ele também era mais grandioso e majestoso, assim como Céu, e chegava a dar um tom diferente ao azul de Céu até onde sua luz podia alcançar.

“Agora Terra verá quem é o maior de todos”, pensava Céu. Terra, em sua pequena esfera, não poderia jamais ter uma criação que se comparasse a Sol.

Céu estava certo em achar que Terra jamais criaria algo comparado a Sol, mas não poderia esperar que seu próprio Sol tornasse Terra ainda mais bela e iluminada. E quando a luz de Sol refletiu no mar, o tom de azul se tornou mais belo, as cores se tornaram mais vivas, e quando menos esperava, lá estavam pequenos pontinhos de esperança que surgiam em Terra. Primeiro surgiu o verde, então surgiu o vermelho, e o amarelo… e a vida começou a colorir todos os cantos de Terra.

Ao notar a beleza de Sol e como a luz ajudava a refletir a cor de Céu, Terra ficou encantada. Claro que algo assim tão belo devia ter sido criado pelo grande Céu. Em sua inocência, Terra gostava de imaginar, às vezes, que Céu fazia aquilo por ela, e que cada toque que ele colocava em seu imenso manto azul a ajudava a brilhar mais e mais bela.

Céu não achava aquilo. Não importava o quanto tentasse demonstrar que era superior, de algum jeito, Terra conseguia aproveitar-se dele, ficava sempre mais e mais colorida, sempre tão diferente de Céu que era apenas azul, escuro, solitário.

Ainda furioso com a ousadia de Terra em ficar mais colorida, Céu decidiu mais uma vez demonstrar todo o seu poder. De cada uma das cores que via em Terra, pontilhou o espaço ao redor dela com mundos diferentes, maiores, e de cores mais vivas. Veio o primeiro, o segundo, o terceiro… e assim seguiu até o oitavo mundo, mais distante, mais frio, mais verde. Os Planetas agora faziam companhia a Sol e a Terra. “Veja, pequena Terra, veja. Jamais terá um poder como o meu. Não importa que cores tenha, eu posso fazê-las maiores e melhores”.

Céu não podia conter aquele sentimento que tinha diante de Terra. Sentia inveja de tudo o que Terra conseguia ser, mesmo sendo tão pequena e tão menor que ele. Sabia que com todos aqueles Planetas ao redor dela, ela encontraria seu lugar, não apareceria mais e o reconheceria como o ser mais grandioso que existia.

Mais uma vez, ele estava enganado. Terra ficou ainda mais feliz ao ver o universo ao seu redor se enchendo de novas presenças, de novas companhias. Cada dia ficava mais e mais orgulhosa de ter Céu ao seu redor, e cada dia tinha mais certeza de que ele a protegia e prezava por ela para criar companheiros tão belos como o Sol e os Planetas. Toda vez que sua felicidade aumentava, as cores surgiam mais e mais, a vida, os sons, Terra estava tão contente por existir e por receber tanta atenção de Céu que não poderia imaginar o que ele realmente sentia.

Quando Céu olhou para Terra de novo, havia muito mais vida e beleza que antes. Olhou para seus outros mundos, mas eles continuavam em suas cores simples e únicas, sem sons, sem movimento, sem qualquer coisa que pudesse se comparar a Terra. Ela era pequena, simples e única, e Céu estava começando a duvidar se era mesmo tão incrível quanto imaginava.

Tomado pela raiva e pela inveja de Terra, Céu decidiu colocar um fim a tudo. Talvez, se assustasse Terra o suficiente, se mostrasse todo o seu poder, ela parasse de tentar ser melhor que ele. Mandou na direção de Terra um pequeno grão de areia, uma coisa tão pequenina que perto dele, era uma simples gota de água num grande oceano. Mas Céu nunca tinha imaginado como Terra também era pequena, e como aquele grão de areia poderia lhe fazer mal.

Quando Terra notou aquele enorme pedaço de pedra vindo em sua direção, não sabia por que Céu estava fazendo aquilo, ele sempre fora tão bom com ela, sempre fazendo coisas tão bonitas. No momento que a pedra tocou em Terra, todas as cores sumiram, todo o movimento parou e todo o som se calou.

Naquele momento, Terra ficou tão triste com o que Céu tinha feito, que se recusou a vê-lo novamente, ou a ver qualquer uma de suas criações. As Nuvens nasceram de sua tristeza e encobriram toda a sua superfície, sem deixar ao menos um pequeno espaço para que o azul de Céu fosse notado.

Quando o próprio Céu se deu conta do resultado de sua brincadeira, de toda sua inveja, sentiu-se arrasado. Não havia mais cor em Terra, não havia mais nada que ele pudesse ver além de Nuvens escuras e borradas que escondiam a joia mais bonita de toda sua imensidão azul. Não podia imaginar que tudo aquilo tinha acontecido por conta do que tinha feito, era como se Terra nunca mais fosse voltar a se colorir e a brilhar, como sempre brilhava em meio ao universo.

Entristecido com sua atitude, uma por uma, as lágrimas escorreram de Céu e pontilharam todo o azul com lindas luzes, e então, naquele momento, nasceram as Estrelas que preenchiam o vazio de Céu como prova de seu arrependimento pelo que tinha feito com Terra.

Mesmo que estivesse entristecida com a atitude de Céu, Terra ficou curiosa com as novas luzes que brilhavam tanto e tão inúmeras além das Nuvens que lhe cobriam que se atreveu a afastar as nuvens e espiar Céu mais uma vez. Ao fazer aquilo, ficou encantada com o novo Céu que vira. As luzes brilhavam lindas por todo o manto azul, cada uma delas iluminando-a um pouco mais, assim como Sol brilhava para ela. As luzes eram tão maravilhosas que Terra não conseguia parar de observá-las. Ficou tão feliz que as Nuvens começaram a se afastar, deixando que a luz lhe alcançasse de novo.

Quando Céu voltou a olhar Terra, mais uma vez, ela estava coberta em lindas cores e não havia mais Nuvens lhe cobrindo. Ela estava voltando a ser a joia mais admirável e colorida de todo o universo, mesmo depois do que ele lhe fizera de tão mal e egoísta. Envergonhado com suas próprias ações e sem saber como se desculpar ou mesmo olhar para Terra de novo, Céu decidiu fazer uma última coisa, mesmo que soubesse que nada do que ele criasse pudesse se comparar a Terra.

Foi então que Terra notou que mais um mundo tinha sido criado, não era tão enorme quanto Sol ou tão colorido quanto os Planetas ou tão brilhante quanto as Estrelas. Ele era pequeno e simples, mas estava bem ali, ao lado dela, sem deixá-la ou sequer se afastar. Foi aquela a primeira vez que Terra soube realmente o que Céu queria dizer.

Aquela pequena era Lua, e estava ali unicamente para ela. “Agora, nunca mais nada vai poder atingi-la, pois lhe darei a Lua como prova de que sempre vou te proteger”, disse Céu, e todo o universo pode ouvir e sentir que a Terra era então a joia mais preciosa de todas! A mais bela! A mais colorida! E acima de tudo, a mais viva!
Tudo Começou com o... Céu! [FIM]

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Local: casa
Modo: sleepy sleepy
Música: Wide Awake - Kate Perry

2 comentários / Deixe um comentário
Comments
From: (Anonymous) Date: May 30th, 2013 05:26 pm (UTC) (Link)

Lis

Primeira! :)

Deve estar tudo lindo que você é minha escritora preferida ever! :)

Beijos,
Lis
history_teller From: history_teller Date: May 30th, 2013 05:30 pm (UTC) (Link)

Re: Lis

HUeuehueheuheeu claro que tá tudo lindo que eu sou foda, etcs :D dhasuidhsadhsaidsau

<3
2 comentários / Deixe um comentário