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O Conde e a Sereia: Cap. 1 [+10] - Contos Perdidos
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O Conde e a Sereia: Cap. 1 [+10]
Então! Estou aqui hoje, às duas da madrugada de um domingo, abrindo uma exceção da minha agenda! Hahahaha! Essa história, como alguém deve ter visto na agenda que eu postei, era pra ser postada na quinta-feira. Ela IA ser postada nesse dia, pois o capítulo já estava escrito no meu caderno... mas, infelizmente, eu passei a quinta e a sexta longe de casa e estava sem o caderno, não tive como efetivar a postagem. Como tem uma pessoa que quer muito ler esse fic, eu decidi vir aqui e postá-lo de uma vez, já que terminei de passar a primeira metade do capítulo pro computador :) E como ela foi uma das pessoas que mais mostrou interesse por uma história sobre sereias, estou dedicando essa original a ela, minha mais nova amiga, Maíra Fernandes :D Espero que goste, e espero que todos os outros que se aventurem na historinha da sereia também gostem do que vão ler! Mais notas e costumeiras referências no fim do capítulo! Divirtam-se!!!

Disclaimer: É minha (qualquer cópia não autorizada está sujeita a processo judicial)

O Conde e a Sereia

1. O Lago e a Garota

O inverno estava apenas chegando, mas a brisa gelada o obrigava a usar luvas e um casaco longo sobre a bela roupa de tecidos finos. Sobre os cabelos castanhos, uma cartola elegante estava colocada, mostrando que seu status social não era dos mais baixos. Os sapatos brilhantes e cuidadosamente engraxados, assim como a bengala de cabo prateado com um bonito escudo entalhado combinavam com o visual de homem rico aristocrata, um conde, mais precisamente.

Mesmo com aquele ar aristocrata, qualquer de seus conhecidos da corte certamente riria com a situação dele naquele momento, mas ele não se importaria, na verdade, era de conhecimento geral que além de se relacionar pouco com a sociedade, Christopher Anthony Reinhart, o Conde de Devonshire tinha costumes bem incomuns para a nobreza. Ele dispensara a carruagem particular na entrada dos territórios de sua propriedade, pretendendo andar lentamente até a casa principal e apenas aproveitar a chegada do inverno. Mesmo que o clima estivesse consideravelmente frio, a caminhada era revigorante e sempre se sentia melhor durante aquela estação.

Naquele fim de tarde, entretanto, havia algo de completamente incomum no caminho rente ao lago, na direção de sua mansão, a alguns metros de distância da água gelada. Ele precisou sair da trilha para aproximar-se dos arbustos e confirmar que havia uma criança sentada ali, encolhida próxima à relva, abraçando as pernas fortemente e com a cabeça escondida nos joelhos. Estranhamente, ela estava completamente despida e aparentemente molhada, já que seus cabelos louro-prateados desciam por suas costas escorrendo ainda algumas gotas de água. Por mais que fosse indecente para uma criança estar naquela situação, e ainda mais naquele tipo de lugar, a posição em que ela estava não permitia que nada inapropriado de seu pequeno corpo aparecesse. Ele agradeceu mentalmente por aquilo e apressou-se em tirar o próprio casaco para colocar obre os ombros dela, aproximando-se o que julgou suficiente.

– Por Deus, criança. O que faz aqui? – ele perguntou, conseguindo chamar a atenção dela para ele apenas com o movimento de colocar o casaco sobre suas costas. Ela apenas levantou a cabeça para ele, e os olhos grandes o encararam com certa tristeza. A pele era extremamente pálida e ele imaginou que se assemelhava à porcelana. Os olhos eram de um azul perolado tão claro que ele sabia que jamais tinha visto uma cor daquelas.

Ela ficou o encarando demoradamente nos olhos e não chegou a sequer abrir a boca para responder.

– O que faz aqui? – ele tornou a perguntar. – Onde estão seus pais?

Ela apenas continuou a encará-lo curiosa, parecia que responder estava fora de questão.

– Precisa falar comigo, criança. – ele suspirou demoradamente ao não receber resposta alguma. – Se não disser alguma coisa, não poderei ajudá-la.

Ainda assim, ela apenas piscou para ele, sem nenhuma resposta sequer. Ele deixou que mais um suspiro escapasse dos lábios e fechou os olhos por um minuto.

– Venha, é melhor sair desse frio por enquanto.

Ele se levantou e estendeu a mão para que ela pudesse se levantar também. Não soube se ela entenderia seus gestos, mas depois de um pequeno momento, ela levantou a mão para segurar a dela, o problema foi que ela ignorou totalmente o casaco e o tecido escorregou por seu corpo. Imediatamente, ele deu as costas, tentando entender onde todos os instintos de decência da jovem tinham ido. Ele aparecia ter mais de seus dez anos de idade, mas agia como se fosse de outro mundo.

– Deus… o que faço com você? – ele tirou a cartola e passou a mão pelos cabelos lisos, recolocando a cartola de novo logo em seguida. – Poderia faze o favor de se cobrir? Creio que seria mais sensato trazer uma das criadas para tomar conta de você, mas não duvido que sumiria nesse meio tempo.

Ele ficou de costas por mais alguns minutos até ter coragem de olhar rapidamente e certificar-se de que ela ignorara totalmente o pedido para se cobrir, mas voltara à posição inicial, abraçando as pernas e escondendo o essencial do pequeno corpo. Os olhos claros estavam voltados tristemente para a superfície do lago.

– Vamos… – ele abaixou-se de novo, colocando o casaco de volta sobre os ombros dela e dessa vez abotoando alguns dos botões para se certificar de que a cena não se repetiria. – Venha comigo, vou levá-la para casa para acharmos seus pais.

Levantou-se e deu alguns passos, esperando a reação dela. A menina pareceu bem interessada em seus passos e não desviou o olhar das pernas dele, quando ele parou, ela olhou para as próprias pernas demoradamente, até sustenta-las o suficiente e conseguir se erguer, mesmo que as pernas tremessem e ela tivesse certa dificuldade para fazer aquilo. Mal conseguiu ficar de pé e as pernas bobearam, fazendo com que ela caísse de costas no chão. A expressão se entristeceu de novo, como se estivesse prestes a chorar, e Christopher andou até ela.

– Não precisa chorar. – disse ele. – Eu a ajudarei.

Ele estendeu os braços em volta do corpo dela, coberto sem eu casaco, segurando-a sob as pernas, em apenas um dos braços, para caminhar até a casa principal da propriedade. A caminhada não foi tão longa quanto esperava e ela não era tão pesada quanto parecia. Nunca imaginou que um dia chegaria em sua mansão carreando uma criança nos braços, e certamente seus criados também não esperavam presenciar aquela cena, era notável a surpresa no rosto deles quando o conde entrou em casa, mas apenas um deles ousou falar.

O homem mais velho e vestido num belo terno preto com colete cinza adornado com um relógio de bolso deu um passo para frente, olhando da criança para o conde.

– Senhor, o que…? – ele parou em sua pose impecável, pigarreando para continuar a falar. – Não creio que seja… adequado para sua imagem ser visto com uma criança nessas condições, meu lorde. Não que esteja duvidando de seus… gostos excêntricos. – o tom dele era certamente de divertimento ao falar a última frase.

– Não seja ridículo, William. – Christopher rodou os olhos. – Chame Marie para preparar um banho quente e cuidar dessa jovem. Aparentemente, ela não pode andar sozinha ou falar, encontrei-a nos limites da propriedade, à beira do lago, abandonada e sem uma peça de roupa sequer.

– Hm… curioso. – disse o mordomo, levando uma das mãos ao queixo, parecendo interessado.

– William. Chame Marie. – Christopher o tirou dos devaneios.

– Oh, certamente, meu lorde. – ele respondeu, voltando os olhos para uma das três criadas que estavam paradas em fila ao lado da parede. Fez um sinal rápido com a mão, e uma delas saiu de imediato, na direção da cozinha. – Mas então, o que pretende fazer, senhor?

– Preciso que vá até a cidade e descubra sobre as crianças desaparecidas para tentar encontrar a família dela. – respondeu o conde. – Descubra o que aconteceu, com os meios necessários.

– Imediatamente, meu lorde. – disse o mordomo, curvando-se ligeiramente. – Com sua licença.

O mordomo virou-se para sair e logo em seguida, uma nova senhora apareceu. Ela parecia ter mais de seus 50 anos, com os cabelos grisalhos amarrados num coque baixo. O vestido que usava era diferente do das outras criadas. Ela era baixa e tinha uma expressão bem amigável, a perfeita imagem de uma avó.

– Ora, ora, o que temos aqui? – ela andou sem cerimônia até o Conde e parou a apenas um passo, olhando a garota. – Não pude crer quando Suzan disse que meu senhor tinha trazido uma criança para casa.

– Pode tomar conta dela, Marie? – perguntou ele. – Estava ao relento, despida e sozinha. Precisa de um banho quente, roupas e comida. Confio que providenciará tudo adequadamente.

– Tenha absoluta certeza, meu senhor. – Marie sorriu e estendeu os braços para segurá-la. Imediatamente a criança hesitou, segurando com força o tecido do terno do conde.  – Oh… não tenha medo, criança, não vou machucá-la.

– Vá com ela. – Christopher acenou positivamente com a cabeça para a menina, que fitou dentro de seus olhos intensamente por um segundo.

Durante aquele segundo, ele chegou a imaginar que estava encarando dentro de olhos profundos, como um oceano, longe de serem de uma criança, mas logo em seguida, ela foi para os braços de Marie, bem condescendente. A criada se virou para sair do hall de entrada, e durante esse tempo, a menina ainda continuou a encarar a figura de Christopher até que ele sumisse de vista.

Ao se ver sozinho, ele deu uma volta e seguiu por outro caminho, até alcançar a ampla sala de estar, iluminada pela luz do sol que adentrava o cômodo através de duas grandes janelas abertas, decoradas com vitrais cristalinos e cortinas de seda. Andou até uma poltrona solitária perto de um pequeno criado mudo, paralela ao sofá amplo de três lugares e sentou-se lá, fechando os olhos por um minuto, e ignorando o fato de ter sido seguido por uma das criadas. Ele não ficou perdido em pensamentos por muito, quando a voz da jovem o trouxe de volta à realidade não tão silenciosa.

– Meu lorde, seu banho já está pronto. – disse ela receosa de interromper os pensamentos dele, curvando-se numa reverência de quase noventa graus. – E o jantar será servido em meia hora.

Ele apenas concordou com um aceno de cabeça e fez um sinal com a mão para dispensar a presença dela. Ainda se demorou um pouco, sentado na cadeira, para finalmente se levantar e seguir até o primeiro andar da mansão, onde tomaria banho e trocaria de roupa em vestes mais confortáveis e próprias para o seu sono.

O costume era que fosse ajudado a se trocar pelo mordomo ou pelas criadas, mas na hora de dormir, ele geralmente ignorava a atenção e fazia tudo sozinho… demorou um pouco, mas podia se orgulhar de dizer que era um dos poucos nobres que sabia dar um nó ou um laço na própria gravata, se necessário. Ao seguir de volta à sala de jantar, passando pela de estar, não conseguiu avistar Marie ou a criança que trouxera. Antes de sentar-se à mesa, voltou a atenção para uma das criadas.

– Onde está Marie?

– Está na cozinha, tentando alimentar a menina. – respondeu a jovem.

“Tentando”? – ele arqueou as sobrancelhas.

– Er… bem… – ela tentou achar as palavras para explicar.

– Não se preocupe, eu mesmo descobrirei. – Christopher interveio, seguindo sem cerimônias até a cozinha.

Ele seguiu pelos vários corredores que estava pouco familiarizado, dificilmente passava pela ala dos criados, não por um senso de superioridade, mas por um senso de respeito… era a ala onde eles podiam agir mais naturalmente e não se portar tão educadamente em sua presença, e certamente, era a ala em que podiam fofocar de seu lorde. Ele não precisava passar por lá para tornar os momentos constrangedores, nem para limitar a liberdade deles. Foi com certa cautela que finalmente alcançou a cozinha, e parou de imediato na entrada do cômodo, encostando-se inconscientemente à batente do portal quando os olhos pousaram sobre a grande mesa de madeira rústica, com Marie sentada num dos bancos igualmente rústicos, com a criança bem ao seu lado. A menina usava um dos vestidos das criadas, o menor que puderam achar, e ainda assim ficava excepcionalmente grande, com as mangas dobradas em quatro voltas para que suas mãos pequenas pudessem aparecer. Diante delas, sobre a mesa, havia um pequeno banquete, com uma pequena diversidade de comida: pães, sopa quente, frutas, vegetais… a menina apenas encarava tudo, e parecia se recusar a comer qualquer um daqueles.

– Vamos lá, querida, por que não quer comer? – perguntou Marie, tentando levar uma colher de sopa aos lábios dela, mas ela se recusava a abri-los, olhando a colher de maneira confusa. – Precisa comer um pouco, menina.

– O que está acontecendo, Marie? – o conde aproximou-se da mesa, chamando a atenção das duas.

– Parece que ela não quer comer nada, meu senhor. – disse a empregada, nem um pouco abalada pela presença súbita do mestre. – Não colocou uma coisa sequer na boca. Também não parece gostar muito de água, tentei colocá-la na banheira, mas ela se recusou quase desesperada.

– É provável que tenha caído no lago, pelo estado em que a encontrei… deve ser só um medo passageiro. – disse Christopher. – Evite o banho por hoje, amanhã pode tentar de novo. E a prioridade agora é que ela coma algo.

Foi necessário apenas que ele se aproximasse o suficiente para apoiar uma das mãos na mesa, e ela já se virou em sua direção, segurando uma porção do tecido de sua roupa novamente.

– Ela ficou mesmo apegada ao senhor. – Marie sorriu ao ver o gesto da menina. – Quem diria.

– Você precisa comer algo. – disse Christopher, enquanto ela o encarava insistente. – Willian já foi até a cidade para descobrir de sua família… logo os encontraremos, não se preocupe.

Mais uma vez, ela não respondeu, continuou apenas a olhá-lo curiosa, e ao mesmo tempo confusa, como se não tivesse entendendo uma palavra sequer do que ele dizia, ou se simplesmente não quisesse dar atenção ao significado delas.

– Vamos lá, criança, pelo menos uma colher. – Marie incentivou-a a comer de novo, mas a reação dela foi a mesma, e continuou a encarar o conde. – Espero que Willian descubra o que aconteceu. Como será que essa jovenzinha veio parar aqui?

– Também estou curioso. Não é como se a Vila de Devonshire fosse perto da cidade ou de outra Vila. – disse o conde, estendendo a mão para pegar uma uva e levá-la à boca.

A ação simples dele foi mais do que interessante para a garota. Ela seguiu todos os seus movimentos com um olhar extremamente preciso, para depois fazer exatamente o mesmo. Num minuto, ela levou uma das uvas à boca e demorou a mastigar e engolir, despertando os olhares interessados de Marie e do conde.

– Acho que descobrimos o que faltava para alimentá-la. – Marie sorriu satisfeita.

A criança continuava a segurar o tecido do colete de Christopher com uma das mãos, enquanto a outra mão começava a levar as outras comidas à boca. Pelo visto, ela estava realmente faminta, mas não sabia exatamente o que fazer com tudo o que estava diante de si – o que era potencialmente estranho para uma criança naquela idade. No processo de se alimentar, estendeu também a mão para pegar a sopa quente com os próprios dedos, mas o prato foi afastado por Marie antes que ela pudesse se queimar.

– Oh não, querida! Assim você vai se queimar! – a preocupação na voz da criada apenas fez com que a menina se afastasse de modo temeroso, segurando-se mais desesperadamente a Christopher e sujando a roupa dele com os restos de comida que tinham manchado suas mãos. – Não tenha medo, criança…

– Venha aqui… – Christopher sentou-se num dos bancos de madeira e facilmente segurou-a sob os braços, puxando-a para sentar em suas pernas. Estendeu a mão para Marie, pedindo pelo pano. – Eu cuido disso, Marie, obrigado.

– Como quiser, senhor. – ela entregou um pano que estava ao lado na mesa e ficou apenas a observar.

– Veja, você se sujou toda. – o conde limpou primeiro os dedos, com algumas migalhas de mão e manchas de frutas, notando como a pele dela era realmente pálida e fria, em seguida, levantou o mesmo tecido para limpar os cantos da boca, numa sujeira digna de qualquer criança – Pronto… não pode segurar toda a comida com as mãos.

Ela estava bem atenta a ele, entendendo o que ele falava, ou não.

– Quem diria… – Marie deixou o comentário escapar. – O senhor parece bem confortável cuidando de uma criança, meu lorde.

– Não diga besteiras, Marie. – Christopher a cortou, mas ainda assim, estendeu o cacho de uvas para que a menina pudesse continuar a comer delas.

– E o que pretende fazer com essa jovenzinha? – perguntou a criada, enquanto observava seu senhor dar de comer à menina.

– Não sei. – o olhar do conde pousou sobre a menina agora bem interessada nas uvas. – Vou esperar qualquer resposta de Willian sobre o que ele achar na cidade para tomar alguma decisão.

– Se me permite, meu senhor… – a mulher se remexeu inquieta no banco. – Não há famílias morando nos arredores dessa propriedade. Pelo modo que ela foi encontrada, talvez tenha sido enviada por algum aproveitador para tentar lhe tirar riquezas.

Christopher continuou a observar a menina, e ela desviou a atenção das uvas por um segundo apenas para encará-lo de volta. As palavras de Marie definitivamente não a afetavam em nada, e ele manteve os olhos nela por mais algum tempo, pensativo…

– Não creio que seja o caso. – respondeu simplesmente. – Já tentaram afetar o nome da nossa família de formas piores.

Marie ficou em silêncio diante da alegação, e ele não se preocupou em parar de observá-la.

– Mas eu gostaria de saber de onde ela vem… uma criança dessa idade, que age como se nunca tivesse tido contato com nossa sociedade.

– Isso é bem verdade. – Marie concordou, estendendo um pedaço de pão com manteiga para ela. A menina aceitou depois de um breve momento de hesitação. – Parece um pequeno animal amedrontado.

– Fique com Marie agora. Ela vai cuidar bem de você. – disse o conde, chamando mais uma vez a atenção da menina, o que fazia sem qualquer esforço. Apenas sua voz era o suficiente para ter o olhar dela voltado para si.

Ele estendeu a menina para o colo de Marie, por um minuto ela ainda ficou confusa, a pequena mão ainda a segurar o tecido da roupa de Christopher. Ele sorriu internamente e passou a mão no topo da cabeça dela.

– Agora seja uma boa menina. – disse ele, deixando o sorriso escapar em seu rosto, e não soube se ela entendera ou estava apenas imitando-o, mas devolveu o sorriso tímido.

– O senhor realmente pode sempre nos impressionar. – Marie sorriu satisfeita ao ver como ele agia de forma protetora com a menina.

– Eu voltarei ao escritório para resolver assuntos pendentes, peça que me sirvam o jantar lá. – disse ele à criada. – Assim que William estiver de volta, não hesite em me chamar. Se houver algum problema com a garota, avise-me também.

– Como quiser, meu senhor.

Christopher seguiu para fora da cozinha. A menina ainda o olhou por um minuto, até voltar a atenção para a comida de novo. Marie tentou lhe dar a sopa, mas ela recusou o prato. No mesmo instante, a criada tomou uma colherada do líquido, como se quisesse fazer uma breve demonstração, e enquanto a menina observava curiosa, atreveu-se a repetir o ato, finalmente arriscando tomar a sopa, perdida entre segurar a colher direito e tentar fazê-la chegar ainda cheia até seus lábios.

– Ainda bem que está comendo. – Marie sorriu satisfeita, recebendo apenas um olhar fascinado dela. – Então, qual o seu nome?

Ela apenas pegou um pão com as duas mãos e deu uma mordida generosa.

– Acho que isso é inútil mesmo, hein? – a senhora riu. – Você não entendeu uma palavra do que eu disse, não é? Talvez você seja de outro país? Ou quem sabe tenha vindo num dos navios do novo mundo, de uma daquelas tribos selvagens?

A garota continuou a comer, até terminar de mastigar o pão e parecer finalmente satisfeita.

– Tenho a impressão de que William não descobrirá nada sobre você. – disse Marie. – Mas não seria de todo mal se o mestre Christopher tivesse companhia… ele não tem muita desde que perdeu a família alguns anos atrás. Boas pessoas, o casal Reinheart.
O encarar constante da garotinha apenas provava que ela não entendia absoltamente nada do que lhe era relatado. A empregada suspirou demoradamente e deu de ombros.

– O que estou falando aqui… – ela sorriu e se ergueu, segurando a garotinha nos braços. – Vamos dar uma olhada no mestre?

A menina continuava com a expressão confusa, quando foi levada para fora da cozinha, cruzando o caminho por várias salas, um corredor, escadas em arco, até finalmente alcançar o escritório do Conde numa das salas ao final do corredor do primeiro andar. A porta estava entreaberta e a criada a empurrou apenas um pouco para espreitarem o homem em seu costumeiro trabalho, debruçado sobre uma papelada que estava em cima de um bonito e grande gabinete de carvalho.

– Vê? Este é o mestre Christopher trabalhando. Pode dizer o nome dele? Chris-to-pher… – ela soletrou, incentivando a menina cuidadosamente, mas ela apenas olhou do homem para a criada, sem entender muita coisa. – Pensando bem… pode ser um nome complicado para aprender a falar. Que tal Anthony? Consegue falar? An-tho-ny…

Marie praticamente desenhava as sílabas com os lábios, e conseguiu prender a atenção e curiosidade da menina por um bom tempo, até que ela se rendesse a observar o seu salvador novamente. Ela estendeu os braços como se quisesse alcançá-lo além da pequena fresta na porta, e Marie rendeu-se à inocência dela, batendo de leve na porta de madeira com bonitos acabamentos dourados.

– Pode entrar. – a resposta dele foi vaga, enquanto ainda estava compenetrado nos documentos sobre a mesa.

A mulher abriu a porta o suficiente para dar espaço para as duas entrarem, a garota ainda em seus braços. Mal falou alguma coisa, o conde levantou o rosto para ver quem o havia interrompido, e deixou a caneta com ponta de pena sobre o suporte do tinteiro.

– Aconteceu alguma coisa, Marie? – perguntou ele, atento. – William está de volta?

– Não ainda, meu senhor. – respondeu a mulher, colocando a criança sentada numa das poltronas vazias, de frente para o gabinete. – Mas estava pensando que precisamos providenciar algumas vestes apropriadas para essa jovenzinha.

Christopher voltou os olhos para a menina, ela tentava se levantar da cadeira, mas além de brigar com o excesso de tecido que havia no vestido de adulto que usava, não parecia saber usar as próprias pernas direito.

– Já que ela não consegue andar muito bem… seria conveniente chamar um alfaiate aqui. – disse Christopher. – Mande um mensageiro chamar um na cidade, e diga para já trazer modelos prontos.

– Como quiser, senhor. – Marie seguiu até a garota, para levá-la para fora do escritório, mas ela olhou da criada para o conde, segurando-se aos braços da cadeira como se não quisesse se afastar dele de novo. – Vamos lá, querida, o mestre precisa trabalhar.

– Pode deixá-la, Marie. Precisa cuidar de suas tarefas. – disse Christopher, passando o olhar pela criança rapidamente e depois voltando a atenção para os documentos. – Não acho que ela vá me atrapalhar.

– Tem certeza, senhor?

– Sim, não se preocupe. Se ela interferir em algo, a chamarei para cuidar dela.

– Tudo bem então. – a empregada seguiu até a porta. – Com sua licença.

Ela saiu do escritório e deixou a porta levemente encostada ao passar. Christopher voltou a observar os papéis, bem menos concentrado que antes. A menina continuava quieta, apenas observando-o continuamente, sem tentar chamar sua atenção, ou sequer se mover do lugar confortável em que estava. Definitivamente ela não o atrapalharia, mas ele que estava curioso demais para conseguir se concentrar nos papéis e contratos à sua frente, com a presença tão singela dela ali. Entre uma assinatura e a leitura de outro contrato ou carta, ele olhava para ela com o canto dos olhos, franziu o cenho algumas vezes ao notar que ela tentava mover os lábios, sem produzir som algum, o que quer que estivesse tentando fazer, só o fez se desconcentrar ainda mais do próprio trabalho. Antes de se dar conta do tempo que tinha passado, alguém batia à porta, desviando a atenção do conde, enquanto a menina ainda parecia totalmente desinteressada de qualquer coisa além dele.

– Pode entrar. – mais uma vez, ele deixou os papéis e a caneta-tinteiro de lado.

William abriu a porta, fazendo uma breve reverência antes de se aproximar do gabinete de seu mestre.

– Então? O que descobriu?

– Não sei se serão boas ou más notícias, meu senhor, mas… – ele desviou os olhos para a garota, ela o encarou e depois continuou a olhar o resto do escritório, parando muitas vezes para olhar Christopher, ainda movendo os lábios sem produzir qualquer som. Continuou sua sentença – Não há nenhum registro no departamento de polícia de uma criança desaparecida com uma descrição ao menos semelhante à dela. Já deixei o Inspetor-chefe de sobreaviso, caso alguma família reporte o ocorrido nos próximos dias.

– Hm… e quanto aos outros contatos?

– Nada dos navios escravos, estou esperando resposta sobre as tribos bárbaras ou do extremo oriente. Também não há alguém parecido nas descrições de vendedores de escravos e negociantes de mundanas. – o mordomo completou, olhando para a menina e concentrando-se nos cabelos loiros, lisos e longos, os olhos azuis profundos e a pele alva e sem uma marca sequer, quase como porcelana. – E temos que reconhecer que essa jovenzinha é muito peculiar… como se fosse uma herdeira nobre do Velho Mundo.

– Então não há nada?

– Nem mesmo o vestígio de um nome.

Christopher olhou para a garota por um longo tempo, até William tirá-lo dos devaneios.

– Meu senhor? O que pretende fazer?

– Quero que pesquise mais fundo. – disse Christopher, finalmente voltando-se para o mordomo. – Crianças desaparecidas há mais de um ano, talvez encontre algo.

– E se mesmo assim não encontrarmos nada? – questionou William. – Devo providenciar a entrada dela numa casa de adoç–

– Não. – o conde o interrompeu mesmo antes que ele completasse a sentença, sem nem saber o motivo. – Ela vai ficar… sob meus cuidados enquanto isso.

– Mas se nossa busca for infr–

– Já disse que ela ficará sob meus cuidados. – a resposta foi mais categórica.

– Como desejar, meu senhor. – um sorriso discreto surgiu no canto dos lábios do mordomo.

– Você pode ir agora. – disse Christopher.

– Como quiser, meu senhor. – respondeu William, fazendo uma reverência ampla e saindo da sala depois de lançar um último olhar à criança, que o encarou de volta por alguns segundos breves.

O conde voltou a olhar suas anotações, mas não se demorou mais que alguns segundos para voltar a encarar a garota. Ela devolveu o olhar por um tempo que ele não chegou a notar, mas foi o suficiente para que se certificasse de que realmente, pela primeira vez em muito tempo, queria cuidar de alguém, protegê-la. Não devia ser um sentimento estranho, já que ela era nada mais que uma criança indefesa, e ao que tudo indicava, completamente abandonada.

– Não deve haver problema com isso… – ele falou, mais para si mesmo do que para a menina. – Eu sou um Conde… devo ser capaz de ajudar as pessoas.

Nos minutos seguintes, ele apenas empilhou os contratos, selou algumas cartas com o brasão da família. Por um momento, a mente ficou centrada nos documentos e levantou-se para seguir até a porta, na intenção de entregar as cartas seladas ao mensageiro. Apenas quando as longas passadas alcançaram a porta foi que os olhos se voltaram para a garota, que no impulso de acompanhá-lo, tinha escorregado na cadeira para tocar os pés no chão e tentar segui-lo. Ela segurava os braços da cadeira enquanto observava as próprias pernas, trêmulas, escondidas pelo tecido longo da saia, tentando sustentar o peso do corpo nelas. Num movimento rápido, ele voltou o caminho para ajudá-la, mas antes de chegar perto o suficiente, ela arriscara se soltar da cadeira para cambalear até ele. Dois passos foram mais que o suficiente para que ela se desequilibrasse para a frente, fazendo com que Christopher estendesse os braços para segurá-la. Não teve como esconder o sorriso de satisfação… fazia apenas algumas horas que a tinha encontrado, mas sentia como se uma irmã mais nova tivesse conseguido dar os primeiros passos – impossível imaginá-la como filha, já que a menina aparentava seus dez anos de idade, e distanciava dele por meros oito anos.

Ele a segurou pelas mãos, ajudando-a a ficar de pé e logo a jovenzinha ergueu o olhar para encará-lo e lhe sorrir largamente.

– Você é realmente alguma coisa. – ele sorriu levemente, enquanto observava as passadas que ela dava com sua ajuda. Depois de alcançarem a porta, ergueu-a para segurá-la nos braços e sair do escritório a passadas mais largas. Passou por diversos empregados até alcançar uma das salas de estar secundárias e colocar a menina sentada num dos sofás. Os pés dela ficaram estirados sobre o assento largo e aveludado e ela parecia menor ainda sentada naquele sofá de dois lugares.

Definitivamente aquela visão era incomum para qualquer um dos criados que servia a casa dos Reinhart há pelo menos um ano, e era notável que nenhum deles sabia como reagir à atitude de seu mestre cuidando de uma criança indefesa.

Ele não se prendeu às reações de curiosidade dos servos, que paravam o que faziam e espreitavam os corredores para vê-lo passando com a menina nos braços. Seguiu direto até um dos criados para que este enviasse as cartas ao mensageiro, voltando em seguida para a companhia da menina. Antes que pudesse perceber, passou a maior parte da noite na companhia dela, às vezes discutindo algo com William, às vezes com os outros criados, a maior parte do tempo apenas ficando perto dela e tentando descobrir algo mais sobre a figura tão peculiar. A cada minuto que se passava, ela parecia se apegar ainda mais a ele, e mesmo na hora de dormir, num dos quartos principais da mansão – o que impressionara ainda mais, já que ninguém além do próprio Conde dormia nos aposentos principais – ela se segurara ao colete dele como se sua vida dependesse disso.

Apenas quando ela caiu num sono profundo, foi que os pequenos dedos afrouxaram em torno do colete e soltaram a roupa dele. O conde a observou por um tempo, a expressão calma e tranquila inevitavelmente fez com que ele se lembrasse de um passado não tão distante… e só percebeu que ainda observava a garota quando Marie entrou no quarto.

– Meu sen–

Ela imediatamente se calou, quando ele levantou uma das mãos, indicando silêncio. Ele não se importou de tirar os olhos da jovem para observar Marie. A atenção estava presa demais à garotinha.

– Ela se parece com a pequena Ann. – o comentário foi feito por Marie, num tom de sussurro, quando ela chegou ao lado da cama, perto de seu mestre.

– Não parece. – a resposta dele foi imediata, mas ele continuou a olhar o semblante adormecido da menina.

– Não estou falando da aparência, meu senhor. – um sorriso sorrateiro se formou nos lábios da criada, que segurava um candelabro para iluminar um pouco mais o quarto.

Christopher suspirou fundo e se levantou, colocando as mãos nos bolsos da calça.

– Já chamou o alfaiate?

– Sim, ele virá amanhã logo cedo. – Marie respondeu, acompanhando-o até o corredor e deixando a porta do quarto entreaberta.

– Ótimo, quero que coloque alguém para dormir com ela durante a noite, caso precise de algo. – disse ele, observando a hora no relógio de bolso. – Precisarei ir à cidade amanhã para atender a uns compromissos, deixarei tudo sob seus cuidados.

– Como desejar, mestre Christopher. Vou cuidar de tudo.

– Vou me recolher aos meus aposentos agora.

– Durma bem, senhor. – Marie fez uma breve reverência enquanto ele seguia ao longo do corredor pouco iluminado.

Christopher chegou ao quarto e ainda seguiu até a varanda para observar o céu noturno e o lago para além dos jardins de sua mansão. Tinha encontrado-a a alguns metros de distância da beira do lago, e podia ver o local exato dali, na verdade, apenas naquele momento percebeu que não havia muitos meios de acessar aquele canto em particular. Ou ela tinha vindo pelo lago, o que parecia impossível com a água fria naquela época do ano, ou tinha entrado pelos portões principais da mansão, que eram guardados por seus criados e não a deixariam passar despercebida.

Ele suspirou demoradamente, fechando as portas da varanda para trocar as roupas e finalmente dormir. Não se surpreendeu quando seus sonhos naquela noite foram tomados por uma criança sorridente de olhos azulados e longos cabelos negros amarrados com um laço rosa… ela brincava animada entre os jardins de lírios ao lado norte de sua propriedade. Fazia muito tempo que ela não visitava seus sonhos… fazia muito tempo que ele não se perdia em pesadelos. Quando a brisa da primavera foi substituída pelo frio do inverno e os cabelos pretos se perderam entre um emaranhado de fios dourados, a sensação que o invadiu naquele sono profundo foi uma há muito tempo perdida: conforto.

1. O Lago e a Garota [Fim]


Então, sempre quis fazer uma história sobre sereias... ADORO sereias! Hahaha, então, não tive como perder essa chance! Ainda não tenho muitas coisas definidas para ela, mas certamente vai ter romance e um pouco de ação/aventura com as pessoas que descobrem sobre a menina. Sim, eventualmente vai cair no caricato, no clichê, mas eu não me importo XDD Queria uma historinha assim, e assim eu fiz! HÁ! As referências para essa história são gritantes de mangás e animes, a principal é Hana to Akuma, o ambiente e a ligação da personagem principal com o demônio (que eu juro que não lembro os nomes :3), o título ficou bem simples e básico, e me inspirei em Hakushaku to Yosei (que seria O Conde e a Fada), mas não tem muita coisa semelhante com esse segundo. Também o clima aristocrático vem muito de Kuroshitsuji e outros mangás avulsos de época que eu tenha lido, mas essas três são as referências principais!

Esse capítulo primeiro estava escrito no meu caderno, e eu notei que ele está estupidamente grande, do tipo que ia dar umas 10.000 ou 12.000 palavras... então eu decidi cortar nessa parte e continuar no próximo capítulo, que já tem uma boa porção escrita, e que vocês vão descobrir um pouco mais da sereiazinha :) Espero que gostem, acompanhem, comentem, critiquem, divulguem, não façam nada, enfim! Sintam-se em casa! Hahaha~

Beijos e até a próxima postagem/atualização!

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Comments
themfernandes From: themfernandes Date: May 5th, 2013 05:45 am (UTC) (Link)
Oh Deus :') Posso começar pelos meus ataques de fofura histérica? Ok.

OMG, TEM SEREIAS, EU AMO SEREIAS, COMO ASSIM NÃO TEM MUITAS HISTÓRIAS DE SEREIAS POR AÍ? E É INSPIRADO EM HANA TO AKUMA E É TÃO FOFO AQUELE MANGÁ QUE OMG ><

Ufa! Hahaha

Muito obrigada por ter dedicado essa história a minha pessoa (também né? o tanto que eu surtei quando, numa das nossas primeiras conversas até, você me disse que também gostava de sereias e que iria escrever essa história e ainda me mostrou aquele seu desenho liiindo *-*)
Não é a toa que já se tornou a minha favorita de todas as que li por aqui até hoje e toda quinta-feira vou te apurrinhar falando "cadê a história do Conde e da sereia, cadê??? eu preciso dela!" hahaha

A narrativa é bem leve e muito agradável de acompanhar, adoro esses romances que trabalham a pureza de uma maneira delicada, mas sem cair na infantilidade :33 Eu meio que lembro do Sesshoumaru e da Rin também, acho que tenho um sério problema com casais de futuro promissor, mas que na ambientação da narrativa (no tempo presente, no caso), ainda nutrem um sentimento paternal tããão fofo ><

Vou adorar ver a maneira que você vai trabalhar não só a ~pequena~ diferença em que a mocinha é uma sereia e o Conde é um humano, aliás, nem também a outra diferença de que ele é da nobreza e ela não, mas também a diferença de idade né (8 anos, mesmo em épocas de casamento arranjado, etc, são 8 anos :33)

E que bom que ele ficou como Christopher Anthony \o/ Hahah No fim todo mundo saiu ganhando! E que gentleman ele é, hein? Tão foooofo a cena dele limpando a sereia baby, omg omg :333

Adorei você ter citado a questão do caricato e do clichê também (foi outra homenagem pra moi? hahah <3) Vai ser mais uma dessas histórias com todos os famosos elementos de romance, mas que graças a deus a internet está democratizando e propiciando que pessoas venham aqui e leiam de graça uma escrita bem feita, uma narração com a ideias todas costuradinhas, irão se entreter com qualidade e é isso que importa, yay! \o/

Meus ataques de fofura agradecem para eu ter mais uma ótima e linda fonte onde despejar toda a minha meiguice de menininha e essas coisinhas shoujo e enfim. Tem o elemento de quebra que são a SEREIAS, omg, por que as pessoas não se lembram das sereias?? :O Cadê mais histórias de sereias por aí gente??! Hahaha

Tá, respira, respira.

Releve esse comentário gigantesco que mais parece de uma pré adolescente com seus 12 anos, mas espero que apesar dos gritinhos afobados, você tenha sacado meus sinceros elogios ao ter me citado <3, a ter pensado/elaborado/escrito de maneira super bem feita uma história tão fofa e, claro, a ter postado na fucking madrugada de domingo só pra eu morrer do coraçãozinho mais cedo *----* heueheu

Aguardo mais que ansiosa pelo próximo capítulo, por mim você nem tinha dividido esse, eu ia consumir tudo avidamente hahaha <3

Então nos vemos nessa mesma batcaverna, nesse mesmo bathorário, ou lá pelas bandas de Revolution tb ;)
Um beijo, menine! <3
history_teller From: history_teller Date: May 5th, 2013 06:28 pm (UTC) (Link)

Christopher Anthony it is!!!

Hahahahaa!! Pode surtar lindamente!!! Vamos surtar juntas porque eu também sou doida por histórias de sereias e nunca achei mangás legais sobre u_u devia super haver! O que eles tem contra sereias, meu?! Elas são fantásticas >O< literalmente fantásticas *3*

Com certeza ia ser dedicada a ti, menina, mesmo com pouco tempo de conversa, nossa, única pessoa que conheço que realmente gosta de sereias como eu gosto, hahaha!!! Próximo capítulo eu vou adicionar o link das sereias que desenhei pra o pessoal ter uma ideia de como é a forma original dela, embora a dela seja criança e não adulta :3

Também acabo lembrando de SessRin, quando cai nessa de uma pessoa mais velha com uma mais nova... quero dar todo esse sentimento de proteção do Tony com a sereia :3 e ela, por outro lado, sendo um ser fantástico, quando vêm à terra, ela facilmente se apega a humanos (bons humanos, porque ela sente isso neles), e tem medo dos maus humanos, por isso ela tá sempre olhando pro Christopher, pegando nele, procurando-o com os olhos, enfim... mas ela também não vai demorar a aprender as coisas, na verdade, ela aprende tudo bastante rápido, e vai acontecer umas coisas legais daqui pra frente também :D

E então, ele da nobreza e ela não, de fato, isso vai ser muito fofocado nas altas rodas da sociedade hahahaha!!! Só tem uma coisa interessante que ela vai citar ainda (ela também é da nobreza... mas do fundo do mar dahsuidhasdiuashduas, não é princesa nem nada, mas ela era importante 8D)

Não teve como resistir, tinha que ser esse nome, não dava pra ser simplesmente ou um ou outro XDDDD Ah, e com certeza o caricato e o clichê foram homenagens a você dhasuidahsuidsahudiasd pessoa que fala mais disso que eu já vi etc, principalmente a expressão caricato! Mas ela eventualmente vai cair no clichê mesmo, nem apenas caricato... mas que importa. Eu quero mesmo fazer um romance que lembre Hana to Akuma e vai ser lindinho *3*

E mais uma vez, concordo plenamente contigo... CADÊ as histórias de sereias, porque as pessoas não lembram das sereias e fazem mais historinhas delas??? Isso é um completo absurdo!! Por isso que eu gosto da Razete de 07-Ghost XDDDD

Que relevar comentário o que, adoro comentários gigantescos e tá longe de parecer de uma pré-adolescente né! Ce sabe escrever e sabe regras de gramática, o que muitas meninas hoje em dia não sabem dahsudiashduiashdiuas; Que bom que gostou e que vai acompanhar, me esforçarei ao máximo pra continuar essa história regularmente e atualizá-la o quanto antes!!!

Pois é, nos vemos na mesma batcaverna, mesmo bathorário, etcs, aqui ou em Rev. XDDD Beijos, muito obrigada pelo comentário, e até a próxima!!!
From: (Anonymous) Date: May 12th, 2013 02:28 am (UTC) (Link)

Lis

Finalmente consegui tempo para ler alguma coisa. :)

Realmente ficou adorável. Gosto de coisas épicas e nesse estilo, transmite tanta serenidade. >O<

Adorei a sereia, ela é muito fofa! E o conde também! Serão um lindo casal. >O< E me lembra Rin e Sesshy, claro. _o/

Fiquei curiosa para saber quem é Ann, então imagino que seja irmãzinha dele... E ela deve ter morrido. .-. Não gosto disso. ;_;

Gostei muito mesmo! Suas histórias sempre foram perfeitas e o padrão não mudou. :)

Escreva a continuação para eu ler. (love)

Beijinhos! =)
history_teller From: history_teller Date: May 12th, 2013 03:04 am (UTC) (Link)

Re: Lis

Vou escrever e logo logo atualizo! *-* Né, super me lembra RinSess também, tão meigo os dois! Quero fazer mais logo, só não sei como hahahaha, e a diferença de idade vai ficar essa mesmo que mostrei lá na história, de oito anos :3 Então, sobre a Ann, é... mais pra frente vai dar pra saber o que aconteceu com a família dele e tudo mais, afinal, ele é um conde muito novo, até pra época! XDD

Obrigada por vir comentar, dear (lov) Leia mais quando puder! Beijosss!!!
lis_hillen From: lis_hillen Date: November 4th, 2013 12:26 pm (UTC) (Link)

Re: Lis

Siiim, eu vou ler mais logo. xDDD Acho que mais tarde eu consigo ler mais um capítulo. ;)

Agora que vi que tinha um recadinho para mim aqui. u_u Obrigada por me avisar, sua boba. u_u

Oito anos é uma boa diferença de idade, é a minha diferença para o Dean. ;x

Deu até vontade de ler Rin e Sesshy. *o* Mas pela falta de tempo vou ler somente seus originais. =)

Claro que eu vim, sou uma boa amiga. u.u/

Beijinhos.
history_teller From: history_teller Date: November 5th, 2013 04:38 am (UTC) (Link)

Re: Lis

Tinha que vir mesmo, fez mais do que a sua obrigação, oras u_u

Diferença grande de idade, mas os dois ficam bonitinhos juntos por enquanto *-* E na verdade a sereia tem mais de 50 anos 8DDD Mas né, humanamente falando, ela tem menos dhasudahdiashi

Vamos ver quando eu conto esses detalhes 8D
lis_hillen From: lis_hillen Date: November 5th, 2013 11:35 am (UTC) (Link)

Re: Lis

Bruxa! u_u Eu sou uma amiga muito adorável e você aí com suas bruxarias. u.u

Não vale a idade sereia, mas a humana. u_u E acho uma diferença legal de idade para casal. ;)

Conte os detalhes no face!!!
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