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Children of Death: Cap. I [+18] - Contos Perdidos
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Children of Death: Cap. I [+18]
Então, como eu tinha comentado na postagem anterior, sobre First Love Game: Prólogo [Ele]... próxima historinha, quem sabe sobre crianças assassinas? Pois é. Se concretizou! Hahahaha. Vamos mudar um pouco os gêneros aqui e abalar as estruturas pra não ficar sempre no romance, né? Espero que apreciem. Avisos no começo do fic e nos tags. Esse fic é de classificação M (Mature), ou, mais especificamente, para maiores de 18. Tem cenas fortes e de violência (nesse capítulo) nos outros darei mais avisos. Mas já estão avisados da classificação, quem for fraco pras imagens, por favor, dêem meia-volta.

Disclaimer: É minha. (cópias não autorizadas estão sujeitas a processo judicial)
Avisos: Contém cenas fortes e de violência. Classificação: +18

Children of Death
I. A Noite Mais Escura

A noite estava tão silenciosa e escura quanto podia estar. A lua não aparecia e as estrelas estavam cobertas por pesadas nuvens negras que pareciam ter se formado apenas como um mau presságio para aquele dia em particular. Posicionados nos subúrbios de Al Basrah, um grupo de forças táticas do exército Sírio estava preparado para invadir um prédio aparentemente abandonado, onde informações confidenciais alegavam a presença e atividade de uma célula terrorista do Al-Qaeda. Aquela era definitivamente uma missão incomum para um grupo de forças táticas do exército sírio… mas as necessidades do submundo eram mais complexas do que parecia à superfície, e embora atendesse sob a bandeira síria, a verdade era que os agentes mais bem treinados tinham vindo de outros lugares, e respondiam a outros líderes. A guerra e o terror continuavam nos países e nas cidades do Oriente Médio do jeito mais discreto e mais lucrativo que os grandes países precisavam: por baixo da mídia e por cima das leis dos direitos humanos e do respeito da sociedade. E mesmo que o resto do mundo desconhecesse grande parte das invasões e investidas contra os grupos nem sempre terroristas, os dez soldados altamente treinados que se encontravam ali sabiam exatamente como aquela porção do mundo funcionava. A missão era simples: encontrar e destruir.

Os soldados se entreolharam e receberam ordens por sinais discretos. Os passos eram tão mais silenciosos quanto o som da brisa noturna, que parecia esperar algo de extraordinário ainda por acontecer. Eles adentraram o prédio, cada um sabendo exatamente por onde ir e que lugares verificar, as armas destravadas apontadas diante deles, seguindo sozinhos sem necessidade de um reforço. Tinham sido treinados assim para dar conta da situação mais crítica possível, e desse modo, cobriam o território em foco na menor quantidade de tempo possível.

Não demorou até que as vozes de todos os soldados começassem a soar nos rádios sintonizados na mesma linha criptografada: “Limpo”, “Segundo andar, limpo”, “Escadas leste, limpo”, “Corredor sul, limpo”, “Corredor norte, limpo”, “Terceiro andar, limpo”…

Um soldado em particular estava prestes a apertar o botão do seu rádio, informar a mesma coisa que estivera ouvindo naqueles poucos minutos que se passaram desde a invasão. Aquele lugar não podia estar mais livre de qualquer presença humana ou animal, e o silêncio já respondia por si só. Mas seu movimento foi brutamente detido quando a luz da sua lanterna iluminou o que parecia ser uma pequena despensa com a porta entreaberta, onde uma pequena criatura estava encolhida, vestida em trapos rasgados e com a cabeça apoiada nos joelhos com as pernas abraçadas junto ao corpo.

A reação dele não podia ter sido outra: apontou a arma de imediato para a criança, pronto a disparar diante de qualquer movimento ameaçador. Aproximou-se um passo, cauteloso. As mãos dela ainda estavam escondidas na pouca luminosidade do local, podia estar segurando qualquer tipo de arma na mão ou escondida no colo. Ele já tinha passado por missões demais naquele lugar e tinha atirado em muitas pessoas a despeito de sua idade ou condição física, para saber que ninguém era confiável.

– Levante-se e mostre as mãos, criança. – a mira estava firmada, sua mente já não se importava se era uma criança ou não, ele apenas ordenou com seu tom mais firme.

A criança não respondeu, encolheu os ombros como se estivesse com medo, ou até mesmo como se tivesse adormecido naquela posição desconfortável. Ele deu mais um passo na direção dela.

– O que você está fazendo aqui? Quem a mandou? – as perguntas saíram automaticamente, mas ainda assim, ela não respondeu.

Quando ele deu mais um passo em sua direção, entretanto, ela levantou o rosto para finalmente encará-lo. As mãos estavam livres, não havia arma branca ou de fogo que pudesse ser usada para atacá-lo. O rosto estava sujo de terra, e os cabelos loiros desgrenhados… os olhos pareceram levemente acinzentados diante da pouca iluminação do local, adicionada apenas pela lanterna do soldado. Ela tinha uma expressão definitivamente desnorteada, mas não estava chorando, como era de se esperar de uma criança daquele tamanho, se estivesse de fato perdida. Por um impulso que há muito desconhecia, ele abaixou a arma e deixou apenas a lanterna apontada para a garotinha, aproximando-se mais de onde ela estava. A pele dela era clara e a combinação com a cor do cabelo e dos olhos deixava bem óbvio que ela não pertencia àquele local. Como ele, ela parecia ter vindo de um lugar frio e distante; mas diferente dele, ela não parecia saber onde estava.

– Você consegue me entender? – ele perguntou, no idioma nativo. Abaixou-se para ficar à altura dela e para completar a série de ações que já estava desacostumado, estendeu a mão. – Está perdida aqui? Quem a trouxe para cá?

Ela ainda não respondeu. Olhou a mão que ele lhe estendia, e depois os olhos foram desviados para o rádio dele, que já produzia sons pela terceira vez, agora, dirigidos especificamente a ele.

Jann? Na escuta? Câmbio.

– Jann na escuta. Câmbio. – ele respondeu, os olhos ainda voltados para a garota.

Qual a situação? Câmbio.

– Quarto andar liberado. Câmbio. – disse o soldado, já com um joelho apoiado no chão para continuar da altura da menina. – Encontrei uma garota, deve estar perdida, ou pode ter sido vendida como escrava, vou tirá-la do prédio. Câmbio.

A resposta demorou a vir, foi quando Jan voltou a atenção para a menina de novo. Tirou o capacete e puxou o lenço do rosto, deixando que ela o visse melhor em meio àquele tumulto e àquela escuridão. Ela encarou os olhos negros dele fixamente.

– Está tudo bem, venha, vou tirá-la daqui. – as palavras dele tinham uma estranha confiança que naturalmente não devia existir. Ele não fora treinado para resgatar e salvar, e sim para encontrar e destruir… mesmo que ela parecesse uma criança indefesa, em qualquer outra ocasião, ele teria sido capaz de atirar em sua testa sem pensar duas vezes. O motivo daquela mudança de atitude, ele ainda estava por descobrir. Mas sentiu de algum modo que estava fazendo uma coisa certa – ao menos uma coisa em sua vida – quando ela resolveu segurar a mão que ele lhe estendia.

Naquele momento, com aquele toque tão simples, por um instante ele decididamente esqueceu em que situação estava, e não podia absolutamente entender o motivo daquela oscilação em seus pensamentos. Mal envolveu a garota nos braços, a resposta que demorou a vir pelo rádio chamou-lhe a atenção.

Todas as unidades, sigam para o quarto andar. Prossigam com cautela, aguardem meu comando para qualquer ação.

A voz era do comandante da operação. Jann levantou-se rapidamente, conseguindo manter a garota firme em seus braços, olhando para os lados e esperando alguma situação crítica se desenrolar exatamente onde ele estava. Ele tinha acabado de liberar o quarto andar, não tinha? Qual era a necessidade de todas as unidades seguirem até lá? Por um minuto, enquanto sua mente rastreava todas as possibilidades para aquele comando, conseguiu até esquecer que estava segurando a criança, tão leve e tão pequena que ela era. Se tivesse oito anos, provavelmente já seria demais, e não sabia pelo que ela tinha passado, mas devia estar a muitos dias sem comer direito. Naquele momento, com todas as unidades seguindo para o andar em que ele estava, não precisava se concentrar em qualquer possível ataque, podia separar um pouco do seu tempo na operação simplesmente para tirar a criança do prédio perigoso sã e salva. Aquele pensamento de resgate ainda o surpreendeu de leve, quando voltou a olhar para a menina.

– Não precisa se preocupar, vou tirá-la daqui. – foi a sua primeira resposta. Já tinha ignorado o capacete no chão e estava com a arma na outra mão, preparada para disparar diante de qualquer ameaça.

Em meros segundos, ouviu os passos apressados e nada discretos dos outros soldados da operação seguindo exatamente pelo corredor em que ele estava. Para aquele tipo de indiscrição, só podia haver duas explicações: os inimigos já sabiam de sua localização, ou a missão tinha sido encerrada com sucesso. Infelizmente, Jann sabia que a missão ainda não tinha sido encerrada, então lhe restava apenas ficar alerta enquanto o grupo de operações se reunia. Afinal, onde estava o inimigo?

– O que está acontecendo? – Jann perguntou ao primeiro soldado que o alcançou no largo corredor do quarto andar.

– Eu esperava que você pudesse dizer. – o homem respondeu, em posição de alerta, enquanto os outros se aproximavam. – Você foi o único a verificar o quarto andar, o que viu aqui para termos que ser cautelosos?

– O andar está limpo, eu verifiquei.

– Está mesmo? O que significa isso? – ele apontou a garotinha que agora se agarrava às fivelas no colete à prova de balas de Jann.

– Eu disse que está limpo.

A resposta dele foi decidida, não teve tempo de continuar as suposições com o colega de equipe, quando mais passos foram ouvidos correndo em sua direção. Logo várias lanternas estavam apontadas para ele e por um momento a visão se ofuscou, até que ouvisse os únicos passos calmos que se seguiram depois de todo o esquadrão estar reunido. O comandante parou a exatamente dois metros de distância dele, a arma em mãos, destravada e pronta para descarregar um pente inteiro de balas.

– Todos, se afastem. – foi o primeiro comando dele. Ao manter o olhar fixo em Jann, todos os soldados perceberam que era exatamente do companheiro de equipe que tinham que se afastar. O espaço entre eles foi tão distante quanto o corredor permitiu: três metros entre uma parede e outra, até cinco metros para os lados.

– Comandante, o que está acontecendo? – Jann perguntou, os outros apenas obedeciam às ordens à risca, como era de costume. Se fosse ele do outro lado, certamente faria o mesmo. Por que ele estava daquele lado, era algo que ainda se questionava mentalmente.

– Jann, coloque a criança no chão, e se afaste. – o comando dele foi num tom muito cauteloso, como se qualquer variação em sua voz fosse capaz de fazer o prédio desabar.

– O quê? – o soldado arqueou as sobrancelhas, uma expressão confusa, como se não tivesse ouvido exatamente aquela ordem. Olhou para o seu comandante e depois abaixou a cabeça para ver a menininha agarrada mais fortemente em sua veste, o rosto pequeno descansando em seu peito, os olhos fitando o chão. Pela primeira vez em sua carreira, a ordem não foi executada de imediato.

– Faça o que eu disse. Coloque a criança no chão e se afaste. – o comandante repetiu. Apenas naquele momento Jann notou como todos os soldados atrás do comandante estavam com as armas prontas para serem disparadas, bastava uma ordem.

– O que está acontecendo? – os olhos dele percorreram os colegas de equipe até parar de novo no comandante. – Por que está tão interessado na criança, quando devia estar procurando uma célula terrorista para destruir?

– Isso não lhe diz respeito. Você apenas obedece às ordens, soldado. – ele replicou. E estava perfeitamente certo. Por que era que Jann estava começando a ver falhas em ordens que ele jamais deveria questionar? – E eu sou seu comandante, portanto, faça o que estou mandando antes que eu coloque uma bala na sua cabeça por insubordinação e comprometimento da missão.

– Eu não consigo ver como estou comprometendo a missão, Comandante. – o tom dele foi de desdém. – Eu sempre segui minhas ordens à risca. Só quero entender que está acontecendo aqui exatamente.

– Eu levarei a criança para um lugar seguro. Mas eu preciso que se afaste dela. Agora. – o homem repetiu, estendendo a mão na direção deles como se pretendesse segurar a menina.

Jann sentiu que ela apertou mais sua veste, numa atitude impensada, seus pés também deram para trás uma porção de centímetros quase imperceptíveis. Notou que finalmente a garota levantou os olhos acinzentados para encarar o comandante.

– Eu não quero ir com o homem mau… – a voz infantil quase não foi ouvida no corredor. Não fosse pelo silêncio sepulcral, nenhum dos soldados a teria entendido, apenas Jann, que estava perto o suficiente.

A voz dela soou em seus ouvidos como um sino muito distante. Por algum motivo que ele desconheceu totalmente, o coração palpitou mais forte. Ele olhou da garotinha em seus braços para o comandante, enquanto ele ainda tinha a mão estendida em sua direção, e mesmo que uma vida de ordens fosse capaz de fazê-lo entregar a menina ao comandante por mera subordinação… ele hesitou, e continuou segurando-a nos braços longe dele.

– Jann… – mais uma vez, o cuidado extremo era notável na voz do comandante. – Dê a garota para mim.

O olhar perdido dele se focou novamente no seu superior. As palpitações em seu coração continuaram incessantes. A resposta veio cheia de decisão e sem o mínimo de hesitação.

– Não.

Os sons que se seguiram foram muito conhecidos de Jann, capazes de quebrar a quietude da noite num milésimo de segundo. Oito rifles SIG 516 foram armados e apontados para ele com uma mira tão precisa quanto a de atiradores de elite. O comandante era o único que estava parado, encarando-o fixamente, parecendo ignorar a presença da menina e o que aquelas oito armas disparadas ao mesmo tempo poderiam fazer aos dois. Jann deu um passo firme para trás, sem saber para qual das armas olhar, ou em qual dos agentes atirar primeiro para tentar fugir dali com vida… não havia brechas, aquele grupo nunca deixava brechas, e ele sabia muito bem daquilo. Não teve mais o que falar ou arguir. Nem ele nem a menina sairiam vivos dali, afinal, e o que lhe confirmou a suposição foi a próxima ordem que o comandante falou em alto e bom som.

– O agente Jann Kieff foi comprometido. – o olhar dele ainda era fixo em Jann. – Todas as unidades: atirar para matar.

O som dos cliques das armas, as miras voltadas para seu rosto principalmente, os dedos nos gatilhos apertando sem a menor hesitação diante de uma ordem superior. O segundo que se decorreu após a ordem foi tão rápido e tão lento ao mesmo tempo, que só restou um leve arregalar de olhos para Jann antes de sentir a primeira bala perfurar sua cabeça e ter os restos de sua carne estraçalhada pelas paredes e pelo chão, banhando o lugar em sangue e pele humana, como em visões que ele já estava acostumado depois de missões bem sucedidas. A dor que imaginava sentir, entretanto, não se concretizou. O que sentiu foi um aperto em seu coração, como se uma mão o estivesse envolvendo e tentando esmagá-lo de dentro do próprio corpo. Os ouvidos ensurdeceram temporariamente diante da salva de tiros com as quais já estava tão acostumado… nenhuma das centenas de balas realmente atingiu o seu alvo principal, ou qualquer alvo sequer. À apenas três metros de distância, todos os projéteis se tornaram nada mais que restos de metal, uma grande nuvem de poeira negra que separou Jann e a garota do grupo de operações táticas diante de si. Foram dois longos minutos de tiros, dois minutos em que a pressão das armas forçava os braços de cada um dos soldados que estava a obedecer as ordens. E então, o silêncio se instalou de novo. Nem uma gota de sangue foi derramada, e a poeira entre eles foi tudo o que restou da salva de balas que tinha sido disparada.

Os soldados permaneceram imóveis, as armas ainda apontadas para o alvo em questão, tentando entender o que tinha acabado de acontecer. Apenas a expressão do comandante passava longe de uma confusa, mais parecia inconformada. Jann sentiu o aperto em seu coração diminuir lentamente, o ar voltando a entrar e sair de seus pulmões com mais tranquilidade, os olhos surpresos esperando que a poeira se dissipasse para confirmar que estava vivo, que estava diante de oito armas destravadas, centenas de balas desintegradas, e que aquilo provavelmente não podia passar de um sonho muito doentio e conturbado.

– Vocês não podem machucar meu papai…

Ah, e claro, havia a garota. A voz dela foi a única coisa que o trouxe de volta ao cenário, tornando-o ainda mais impossível. Ele baixou o rosto para constar que ainda a segurava, agora com os dois braços, a arma que tinha na mão livre tinha sido largada no chão em algum momento, na intenção humana de tentar proteger o corpo da menina. Ele não tinha aquele instinto fazia muitos e muitos anos. Em qualquer missão que não aquela, ele não teria hesitado em largá-la, entregá-la ao comandante, continuar segurando sua arma como se fosse uma extensão de seu braço, e talvez até matá-la, se aquilo lhe fosse ordenado. Entre a ordem para executá-lo e a intenção de protegê-la das balas… alguma coisa muito estranha tinha acontecido, e ela lhe chamar de papai estava apenas no fim da lista do estranho.

– Jann… solte a garota. – a ordem do comandante veio entre dentes. Ele estava furioso, e todos os soldados ali sabiam disso. – Ela precisa vir comigo.

– Não. – a resposta veio da garota, ainda agarrada ao colete de Jann, parecendo bem confortável entre os braços dele. Os olhos acinzentados dela encaravam o comandante por cima do braço de Jann. Aqueles orbes de cor incomum pareciam estranhamente vazios para uma criança tão pequena. – Você não pode cuidar de Nene. Só papai pode cuidar de Nene.

Jann voltou a olhar para a criança, ela tinha os olhos fixos no comandante. Os soldados pareciam intrigados, mas continuavam a encarar seu superior na espera de qualquer outra ordem. Ele não sabia o que pensar, e não teve tempo para raciocinar qualquer coisa.

– Soldados, preparar para atirar. – o comandante falou mais uma vez, e diferente dos soldados que ergueram as armas de novo apontando para a cabeça de Jann, ele tirou uma granada de um dos bolsos da veste.

– Vá embora.

A voz da menina não foi o que mais chamou a atenção naquele exato momento. Ao som de suas palavras quase sussurradas, um jato de sangue manchou as paredes do corredor quando o braço do comandante que segurava a granada foi separado forçadamente do próprio corpo. O grito de dor ecoou pelo prédio abandonado, os músculos, tendões e ossos cobertos por sangue estavam bem expostos no braço que jazia imóvel no chão, enquanto mais jorros de sangue escorriam do corpo do comandante até alcançar o membro perdido. Os soldados recuaram. Não havia nada naquele lugar que pudesse ter causado tamanho dano. Nada que estivesse, ao menos, dentro dos limites do possível. O comandante caiu sobre os joelhos, levando a outra mão ao ombro agora vazio, tentando conter o sangue que escorria incessantemente. A expressão de dor e os olhos arregalados se combinavam ao encarar Jann e a menina, cujo olhar acinzentado o fitava com bastante curiosidade e interesse.

– Matem-nos! Os dois! Agora!! – saliva escorria pelo canto da boca do homem, a respiração estava ofegante, a sua pele ficava mais pálida a cada instante. Os soldados hesitaram por um minuto antes de apontar novamente as armas para a dupla incomum, nenhum deles dando um passo sequer para tentar ajudar o comandante, mas mantendo-se firmes em seguir as ordens ditadas.

– Vá embora.

Mais uma vez, a voz simples da garota foi ouvida, e dessa vez, a garganta do comandante foi dilacerada. Não havia lâmina, não havia arma, não havia força alguma que pudesse causar tamanho estrago naquele recinto. A garganta simplesmente se abriu como se uma força invisível tivesse lhe cortado as entranhas, puxando os músculos e a traqueia para fora, deixando-os expostos e causando um sangramento abundante. A tentativa desesperada de respirar do comandante ainda foi observada por meros segundos, e a menina olhou-o cuidadosamente enquanto engasgava no próprio sangue.

Jann mantinha os olhos fixos no comandante, assim como a maioria dos soldados. Estar diante de mortes atrozes era de longe algo incomum para qualquer um deles, a guerra lhes mostrara os piores jeitos de se morrer, os corpos mais dilacerados e os restos mais indistintos que podiam sobrar de um corpo: fosse de um homem, de uma mulher, de uma criança… o que os impressionou a ponto de paralisá-los e surpreendê-los, o que era de fato muito difícil para aquele tipo de força tática, foi a força invisível que causou aquele dano, como se tivesse obedecendo às ordens daquela voz infantil e feminina, que por sinal, não apresentava sequer o mínimo sinal de ter sido afetada pela imagem… e ela continuava a encarar o comandante morrer lentamente, o sangue formando uma enorme poça no chão.

Ainda houve um ato desesperado do homem para proferir outra ordem. Apenas sangue saia de seus lábios e os olhos arregalados pareciam prestes a pular de suas órbitas. A tentativa de continuar vivo era notável e inútil. A dor era tão dilacerante quanto os ferimentos, e o máximo que ele conseguiu fazer foi ter um ligeiro vislumbre da menina nos braços de um de seus soldados antes que seu braço caísse desfalecido ao lado do corpo, depois de tentar, em seus últimos suspiros, puxar outra granada – sem sucesso.
Silêncio novamente. Os soldados apenas observavam inertes e desconcertados a morte de seu comandante que veio de lugar algum. Jann também o observava, o coração palpitava com mais rapidez, os olhos estavam levemente arregalados pela surpresa do que tinha acabado de acontecer. Ele ficou uns bons segundos apenas observando o sangue escorrendo dos ferimentos do comandante, sem voltar a atenção para a criança em seus braços. Só desviou o olhar do comandante quando um de seus colegas de equipe finalmente recuperou os sentidos e levantou a arma na direção dele.

– O que foi isso?! – ele perguntou, a arma mirando não Jann, mas a menina nos braços dele. – O que porra aconteceu?!

Jann rangeu os dentes. Não sabia o que responder, e nem sabia o que tinha acontecido. A única coisa que seu corpo fazia naquele momento, quisesse ele conscientemente ou não, era proteger a garotinha que continuava observando o sangue escorrendo do comandante. Diante da reação de um dos soldados, os outros também se posicionaram e levantaram as armas na direção de Jann. Ele estava realmente sem saída… mas se lembrasse do que tinha acontecido com a primeira salva de balas, talvez ele não estivesse tão perdido quanto achava.

– O que é essa coisa? – outro soldado atrás dele perguntou. Estava mais perto, o dedo no gatilho, pronto para atirar no companheiro à queima-roupa. – Não tem porra de célula terrorista nenhuma aqui! Só tem essa criança! O que aconteceu com o comandante?!

– É culpa dessa coisa. – um terceiro soldado teve coragem de dar um passo a frente. Apontou a arma direto para a cabeça da menina. – O que é você?

– Nene não é uma coisa… – a voz infantil respondeu, o tom era de legítima ingenuidade.

– Afastem-se. – Jann ordenou, dando um passo para trás, segurando firme a menina entre os braços. Ele não sabia o que fazer, nem estava em posição de dar qualquer ordem para o grupo de soldados que tinha acabado de perder o comandante sem qualquer explicação plausível. Sabia que precisava sair dali, o quanto antes.

– Solte a criança, e nós vamos descobrir o que ela fez. – o mesmo soldado que se aproximou disse, e ela voltou os olhos para o homem. Imediatamente ele aprontou a arma e estava a um passo de atirar.

– Não. – a negação veio de Jann, mesmo que ele não soubesse de onde ela tinha surgido.

– Jann… não sabemos o que ela é. É provável que tenham nos enviado aqui por causa dela… solte-a e vamos descobrir. Você faz parte da operação… temos que levar as ordens do comandante até o fim. – um outro soldado tentou se aproximar, a arma estava abaixada, ele ergueu a mão na intenção de tocar o ombro do parceiro.

– Não… – a negação veio da menina. No mesmo instante, os dedos que quase tocaram Jann foram cortados da mão, por uma força invisível. O sangue jorrou e algumas gotas sujaram a roupa dele.

O soldado deu para trás, Jann apenas observou enquanto mais um soldado tinha uma parte do corpo dilacerada por algo que aparentemente não existia. Aquele foi o único sinal necessário para que todos os outros soldados levantassem as armas, e não hesitaram em puxar os gatilhos. Mais uma vez, o som dos tiros foi ensurdecedor. Instintivamente, Jann se encolheu com a menina e deu as costas para eles. Nenhum tiro sequer tocou suas roupas… ao contrário, muitos jatos de sangue começaram a decorar o corredor, manchando sua roupa, seu cabelo, seu rosto. Os sons dos tiros se misturaram aos gritos de agonia enquanto soldado por soldado tinha os braços arrancados, os corpos dilacerados, as cabeças decepadas. As armas cessavam os disparos e iam ao chão, mergulhando nas poças de sangue, as paredes do local ficaram completamente marcadas pelo vermelho viscoso que começava a escorrer. Não havia sequer um buraco de bala nas paredes ou em qualquer lugar visível, apenas uma poeira metálica que se misturava ao líquido que agora decorava abundantemente o local. Jann ainda se virou de novo para o corredor, onde antes estiveram seus colegas de equipe, para ver que ainda havia um de pé, aparentemente inteiro. A expressão dele era nada menos que aterrorizada. O corpo tremia exageradamente enquanto ele tentava com todas as suas forças permanecer de pé e manter a arma apontada para o alvo… apertava o gatilho desesperadamente, mas não havia mais balas no cartucho. Apenas sons desconexos saiam da boca dele, tentando se formar num grito de terror. Ele baixou os olhos de Jann para a menina, ainda com o rostinho infantil impassível, agora sujo com sangue de vários soldados, e a expressão dele foi como se estivesse diante da criatura mais assustadora de dois mundos. O grito finalmente se formou no topo da garganta e estava prestes a sair… foi impedido quando a cabeça e os quatro membros foram arrancados ao mesmo tempo, cada um batendo numa parede diferente, manchando o local com mais quatro litros de sangue.

Não havia mais um soldado sequer de pé… não havia um soldado sequer inteiro. Os restos deles se espalhavam por todo o corredor: órgãos internos, músculos e ossos se confundiam e se mesclavam para formar um cenário de chacina onde antes fora nada mais que um corredor tranquilo de um prédio desabitado numa noite silenciosa.

Os olhos de Jann percorreram o local. Não sabia distinguir nem o primeiro dos companheiros em meio àquele banho de sangue e restos humanos. O coração palpitava com mais velocidade, sua respiração estava ofegante e o corpo estremecia. Fazia muito tempo que não se sentia daquele jeito… era como ter medo de novo… medo de uma visão com a qual já estava acostumado. Não lhe importava o cenário genocida, não lhe importava que tivesse perdido mais companheiros de equipe – ele sempre os perdia –, em outra situação, teria entrado naquele corredor sangrento e passado pelos restos chutando-os para tirar do caminho. O que o fez estremecer e bater os dentes com força naquele instante foi a causa daquelas mortes impossíveis. Foi ver que nada se colocava entre ele e os soldados que fosse visível, capaz de fazer aquele estrago. Acima de tudo, foi saber, em algum lugar muito estranho dentro de si… que conhecia o responsável pelas mortes.

Voltou o olhar assustado para a menininha. Ela tinha olhado todos os corpos dilacerados e continuava com a mesma expressão tranquila. Quando se sentiu observada, voltou-se para ele.

– Vamos agora pra casa, papai?

Ele prendeu a respiração. Engoliu em seco. Sabia, sem sombra de dúvida, que o que quer que aquela menina fosse, ela tinha feito tudo aquilo. Mas o mais desconcertante de todo aquele cenário não era o poder de uma criança tão pequena em matar pessoas sem ao menos tocá-las, era saber que entre as batidas totalmente descompassadas de seu coração, havia um sentimento que ele acabara de descobrir e que se mostrava muito forte: ele precisava ficar ao lado dela, cuidar dela… protegê-la, como uma filha é protegida por um pai.

A única reação que ele teve, banhado em sangue, observando a menina também suja do mesmo sangue que ele, foi levantar uma das mãos e limpar o rosto dela o máximo possível. Os olhos, em momento algum, desviaram dos dela que mantinham uma cor peculiarmente acinzentada.

– Sim. Vamos para casa.

Pela primeira vez naquela noite, a menina sorriu. E ele seguiu pelo corredor, passando pelos restos dos corpos humanos, não podendo estar menos interessado nestes, mesmo que outrora tivessem sido seus companheiros de equipe.

A noite ainda estava escura, e agora estava mais silenciosa do que antes. As nuvens negras continuavam a cobrir o céu, e ainda faltavam algumas horas para que o sol despontasse no horizonte. Jann saiu do prédio e olhou para cima, uma estranha tranquilidade tinha se apoderado dele depois dos acontecimentos improváveis. De novo, só aquele novo sentimento estranho e forte tomava conta de si: precisava cuidar bem da menina.

E foi com aquele pensamento em mente que ele seguiu pelas vielas escuras de Al Basrah, procurando um lugar seguro em que os dois pudessem ficar e fugir de uma perseguição que sabia ter começado desde que o comandante da operação declarara pelo rádio: “O agente Jann Kieff foi comprometido”.

I. A Noite Mais Escura [FIM]


Bom, está aí meu primeiro terror? Suspense? Nem sei como classificar! Hahaha, mas eu adorei escrever, adorei retornar a esse clima meio dark e underground! Espero que tenham gostado e comentem! E não se impressionem, mudanças de gênero serão comuns aqui, mesmo que eu seja bem conhecida por escrever romances! Então, sigam os tags na lateral do Livejournal se quiserem ver historinhas só de um gênero específico, pessoas! E sempre leiam os avisos e classificações, para o bem de todos! Hahaha.

Aliás, eu disse que sempre faria as devidas referências. Na verdade, não tive nenhuma referência para essa história, a única coisa que pensei foi: crianças assassinas... hahaha, em breve vocês descobrirão o que ela é. Se tiver qualquer semelhança com um filme ou livro aleatório, podem me avisar e eu esclareço, se eu realmente já tiver tido contato com essa fonte ou não. Enfim!

Beijos, comentem, xinguem, elogiem, deem ideias, enfim, se manifestem! Estarei esperando por sua opinião!! Espero que aproveitem e voltem sempre ;D

Beijos, até mais!

Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
Local: casa
Modo: complacent complacent
Música: none

13 comentários / Deixe um comentário
Comments
jhulha From: jhulha Date: April 27th, 2013 03:58 am (UTC) (Link)

Gosti.

Nossa, fiquei abismada nessa, não pensei que seria assim.
Historia de ficção cientifica, com suspense, mistério, e muito sangue, me deixou mega curiosa, o que diabos é essa menina, é um Alien?

Eu voto por uma continuação dessa historia.

EU QUERO MAIS.
history_teller From: history_teller Date: April 27th, 2013 04:07 am (UTC) (Link)

Re: Gosti.

Aeeeee!!! Uma aprovação!! DHUSAIDHASI Eu to super animada pra continuar a história 8D Logo, logo to postando mais coisas e capítulos interessantes... sobre o que a menina é... bom, esperar um pouco pra descobrir, né! =X

Mas com certeza tem mais sangue e mais coisa macabra pela frente! HÁ! dhasuidashuidhsadsai
Laura Gomes From: Laura Gomes Date: April 28th, 2013 01:46 pm (UTC) (Link)

Superando expectativas.

NEE-SAN DO CÉU E DO INFERNO!!
Superou todas as minhas expectativas neste primeiro capitulo alucinante que tem direito a medalha de ouro, nota mil, escrita perfeita, te prende do inicio ao fim, incrível descrição de cenários que me deixou boquiaberta. Cada dia mais, você supera sua historia anterior fazendo algo ainda mais complexo e bem descrito. Sinceramente, é uma das melhores suas que eu já li, e esse é só o primeiro capitulo! Fiquei impressionada, CHOCADA, como você pode descrever tão bem tudo e contar algo tao sanguinolento com extrema eficacia e perfeição. Honestamente, na cena "
– O agente Jann Kieff foi comprometido. – o olhar dele ainda era fixo em Jann. – Todas as unidades: atirar para matar."
tipo, o que se segue após isso é de extrema eficacia, com uma descrição rica em palavras boas que se encaixaram muito bem na descrição, um paragrafo melhor que o outro e você acaba o capitulo com muita vontade de ler o próximo, e descobrir como Kieff vai se virar com a Nene que ele acabou de ganhar.
Novamente deixo aqui meu CHOQUE por ter lido algo tao bom. Algo que definitivamente, deve ser publicado por editoras e fazer você ficar rica!
PARABÉNS! Pelo ótimo inicio e tenho certeza que pelo gostinho que você deu pra gente, essa estoria será arrebatadora e diferente de tudo que já li.
CONTINUE LOGO!
history_teller From: history_teller Date: April 28th, 2013 09:36 pm (UTC) (Link)

Re: Superando expectativas.

HDUIASHDSUAID FINALMENTE LEUUUU *3* Significa muito pra mim ce ter lido, imouto! Ce sabe que eu acho tudo isso e mais um pouco da sua escrita também, né??? Que bom que gostou de tudo! E fico feliz de saber que a minha descrição não tá tão enferrujada quanto eu imaginava XDDDD Mas eu vou trabalhar mais nisso e me dedicar mais às descrições pra ficar cada vez melhor e mais profundo. :)

Então, muitas surpresas aguardam os próximos capítulos! Vamos conhecer pessoas novas e continua com Nene e Jann também! (Btw, só a nível de informação, Jann, se pronuncia Iann, era pra eu ter colocado nas notas, mas esqueci XDD)

Muito obrigada MESMO por ter lido, não sabe quanto tua opinião significa pra mim!!! Queria muito que a Lis lesse também, mas isso vai dar pesadelo nela dahsuidashduisa e minha outra imouto, a Ingrid também, mas ela tá super ocupada com a faculdade, então a tua leitura é uma das mais importantes pra mim! Pode deixar que logo, logo, teremos continuação!!

Beijosss, até mais!!!
Laura Gomes From: Laura Gomes Date: April 29th, 2013 07:07 pm (UTC) (Link)

Re: Superando expectativas.

NEEEE---SANNNN!! NAO SE PREOCUPE LOGO ELAS LERÃO XDDD quero dizer nao garanto a lis né, mas ela gosta dessas coisas poxa tenho certeza que ela vai adorar tambem *>*
ebaaa novas criancinhas assassinas???? *___*
ESTAREI ACOMPANHANDO CADA LINHA NOVA *_* ADOREI MESMOOOOO, VAMOS JUNTAR DINHEIRO E PUBLICAR ISSO UIASDHAUIHIAHSDIADA

BEIJOS NEE-SANNN! SUA OPNIAO TAMBEM É MUITO MUITO IMPORTANTE PRA MIM! *_* Por que, obviamente vocé é minha onee-san u__ú

XD POSTE LOGO SUA PREGUIÇOSA INFERNAL S2
history_teller From: history_teller Date: April 29th, 2013 10:49 pm (UTC) (Link)

Re: Superando expectativas.

WEEEE, sim, mais criancinhas assassinas estão por vir DAHSUIDHASIUDASHD XDD Quem sabe, dependendo de como andarem as coisas aqui... pode ser que a gente publique, né??? DHUSAIDHSIUDHSAU Beijos, imouto!!! Até o próximo capítulo 8D
From: (Anonymous) Date: April 29th, 2013 02:14 pm (UTC) (Link)

Lis

Finalmente consegui conhecer seu LJ! =D Sorry a demora, mas estou em uma fase complicada. u_u

Ficou lindinho. *-* Aí preciso que me diga qual é historinha fofa e qual num posso ler. xD

E nossos artigos?!

Beijos!
history_teller From: history_teller Date: April 29th, 2013 10:36 pm (UTC) (Link)

Re: Lis

Essa em que acabou de comentar com certeza é a que ce não deve ler dahsiudahdus mas pelas tags nas laterais dá pra ver o gênero que ce quer ler, então, pode ficar tranquila 8D Nem precisava vir que sei que ce tá ocupada, claro u.u/ Que bom que passou pra ver como ficou, dear *3*

Té maisesss, beijos!!! =***
themfernandes From: themfernandes Date: April 29th, 2013 04:43 pm (UTC) (Link)
Ah eu adorei esse seu suspense! Realmente tem cara de algum filme que devo ter visto por aí, mas nenhum nome me veio em mente

Na realidade soldados e crianças possuem uma dualidade interessante, outras obras (filmes, livros, etc) já abordaram isso de diversas maneiras, sempre com esse ar de proteção quase que instintiva num cenário caótico repleto da barbárie humana

Mas o que eu curti é que essa mocinha, a Nene, mata pessoas com a mente, UAU hahah Seria alguma coisa relacionada à telecinese? Ou ela seria uma mutante resultado dessas experiências monstruosas que volta e meio governos ditatoriais e líderes loucos resolvem fazer em períodos de guerra?

E outra, Jann estaria a protegendo por esse instinto subconsciente ou estaria sendo manipulado pela mente da mocinha? Eu fiquei em dúvida. Uma hora pensava a primeira hipótese, afinal ele se acalmou aos poucos à medida que via melhor a figura dela no corredor escuro, mas outra hora pensava que o contato com os olhos cinzentos dela o fez mero escravo? Hahah

Só sei que chamá-lo de papai foi meio assustador, desse terror infantil tipicamente ingênuo que traz todo o macabro por conta disso hahaha

Gostei bastante, acompanharei os próximos capítulos
E quanto às várias outras histórias, pouco a pouco vou me inteirando também, você escreve de maneira divina :))

E QUERO MINHA HISTÓRIA DE SEREIA x_x hahahah
Um beijo, querida! M ;)
history_teller From: history_teller Date: April 29th, 2013 10:41 pm (UTC) (Link)
Oláááá!!! Muito obrigada por vir comentar aqui também, menine!!! Que bom que gostou!!! *_* Pois é, o que é a Nene! dhasiudash Essa é uma questão que vai rodar os outros capítulos, e cedo ou tarde, vai dar pra descobrir o que ela é de verdade. Posso adiantar pelo menos que sim, ela meio que usa a mente pra matar essas pessoas, algo COMO telecinese XDDDD O que ela é, ou como ela conseguiu esses poderes, bom... aí é outra coisa a se esperar também XD

Sobre o Jann (btw, se pronuncia Iann, esqueci de por nas notas XD), você tá 50% certa em cada uma das teorias XDD também é algo que só pode ser explicado por inteiro quando der pra entender o que a Nene é de verdade... XDDD

Que bom que gostou, e espero que possa continuar acompanhando! E pode deixar, O Conde e a Sereia está por vir também!!! Btw, adoro sempre essa relação de crianças e adultos, é tão legal e divertida *-* E quero trazer um pouco desse macabro às palavras ingênuas da Nene, porque no fim, ela ainda é ingênua... de um certo modo XD

Beijo, e muito obrigada mesmo por passar para ler a história, me deixa imensamente feliz!!! :)

Até mais!!! (e atualize a sua também!!!)
lis_hillen From: lis_hillen Date: November 4th, 2013 12:09 pm (UTC) (Link)

Demorou, mas achei! u_u

Esse site esconde as coisas de mim, que coisa! u_u Mas vamos ao que interessa. ;)

Depois de uma longo inverno (isso só me lembra "winter is coming" XDDD), além de criar coragem, ainda tive tempo para ler... Sorry não ter lido antes, foi um péssimo ano e 2013 está coisado e quero que acabe logo. u_u

Eu gostei do enredo, gostei da Nene matar gente ruim, que merece morrer mesmo. u.u Mas ela me parece um robô, me lembrou a menina daquele filme que a gente assistiu, não lembro o nome, que tinha uma criança possuída. u_u

É assustador como ela mata, dá medo, mas pelo menos a pessoa mereceu. u_u

Gostei do Jann, vou procurar o ator que eu disse que ele parecia. xD Mas tenho a impressão que ele quer cuidar dela por medo. o.o Veremos nos próximos capítulos. xDDD

E o que eles queriam com a Nene?! Me esqueci de perguntar isso ontem!!! Mande no face para eu saber. o.o

Até o próximo. =)

Beijinhos.
history_teller From: history_teller Date: November 5th, 2013 04:35 am (UTC) (Link)

Re: Demorou, mas achei! u_u

Nada de comentar spoiler u_u Você que num gosta deles e fica querendo que eu fale! Não vou dizer mais nada, vai esperar o resto da historinha dhausidhasuidhasiudhasui

Logo descobre tudo, deixe de sua agonia. U_U To aqui morrendo de sono, vou dormir pra ver se amanhã posto a continuação da história pra mostrar mais coisinhas da Nene e do Jann em ação finalmente 8D

Kissus, Dear! Até o próximoooo~~
lis_hillen From: lis_hillen Date: November 5th, 2013 11:37 am (UTC) (Link)

Re: Demorou, mas achei! u_u

Eu não comentei spoiler, comentei? o.o Tem que dizer que eu sou impaciente. U_U

Sim, continue aí quando acordar. _o/
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